domingo, outubro 08, 2006

Por falar em moda e em quilos a menos

Amanhã vou ao outlet. Antes de começar a perder a cabeça e a gastar o que não tenho, quero ver o que há de barato. O objectivo é comprar umas calças de ganga que não sejam caras, mas que me fiquem bem. Também quero ver se há sapatos giros e uma ou outra blusa para ir trabalhar, antes de ir às lojas da moda.

Como emagreci bastante (mas já ando com um apetite brutal novamente), fico ridícula com a maior parte das vestimentas que se acumulam no armário. Bolas, como é possível não conseguir vestir a maior parte dos trapos em Março (podiam rebentar pelas costuras a quaquer momento, tive de aprender a não respirar fundo) e agora ver que não me ficam bem de tão largas que me estão! Chiça, estava mesmo gordita! Ou melhor, muito gorda, porque forte é o Tarzan Taborda. Quer dizer, estava inchada, balofa, parecia uma porca, muito luzidia, com uma pança grande e pesadona. Estava nojenta, parecia que largava gosma... bom, chega de Gato Fedorento.

Por falar nisso, vi o Zé Diogo Quintela no Lux na Sexta. E antes disso, vi umas actrizes dos Morangos com Açúcar no Estado Líquido. A Sónia Brazão (que faz de professora Julieta) é bem mais nova do que parece na novela e melhor ao vivo. Enfim, as celebridades são mais facilmente "encontráveis" na capital do que lá em cima (embora tenha visto o Rui Reininho no Pop na semana passada). Eu é que ainda não me tornei numa...

sexta-feira, outubro 06, 2006

Poll: deverei comprar o novo livro do Paulo Coelho?

Ontem foi um dia tranquilo, a contrastar com a noite de Quarta; eu bem digo que as minhas noites são bem mais interessantes que os meus dias.

Como estava em modo lento - habitual no day after a long drinking night -, só no final da tarde é que fui ao supermercado fazer as compritas em falta. Obviamente, é um erro ir ao supermercado ao fim da tarde, é seguro que se apanha a peak busy hour, mas enfim, uma pessoa tem que se alimentar, e o frigorífico não se enche com um estalar de dedos.

Tudo isto para dizer que vi, pela segunda vez, na fila para pagamento, estrategicamente colocado, o novo livro do Paulo Coelho.
Já li todos os anteriores. Foi um prazer decrescente, apenas comparado à sede: o primeiro golo sabe pela vida, o segundo muito bem, ao terceiro já se está melhor, e acaba-se o copo para não ficar meio cheio. Ou seja, a aplicação prática da lei dos benefícios marginais decrescentes: vai-se gostando sempre, mas cada vez menos do que na vez anterior.

Ainda assim, subsiste a dúvida: deverei comprá-lo ou nem por isso? Como está claro, enquanto esperava na fila pela minha vez para pagar, lá fui lendo a contracapa, a introdução, etc. Acho que vou passar a ir ao supermercado àquela hora, para poder ir lendo mais uns bocaditos. Afinal de contas, quero ser uma compradora informada! Isto se o comprar...

quarta-feira, outubro 04, 2006

Tinha muito por onde ir, mas fico por cá

Há já mais de uma semana que sei que os planos para este fds foram ao ar. Azarito, a vida continua. Entretanto, vi as várias opções:
- ir ao Porto
- ir passar um fds (demasiado) tranquilo na aldeia
- ir ao Algarve visitar amigos
- espetar facas nas costas em casa
- arranjar um programa para o fds e ficar por cá

Pois é, se afinal de contas Lisboa tem tanto para oferecer, porque não? Foi-se a ver, e já tenho é que arranjar uma secretária para me agendar os tempos livres. É que eu não me chamo Santo António - não consigo estar em dois ou três sítios ao mesmo tempo. Será que a minha baby-sitter não se importa de acumular funções?

segunda-feira, outubro 02, 2006

A diferença que faz passar a noite nos copos...

... com água!

Tenho o meu quê de tresloucada, pois só me apetece sair e dançar. Mas sou consciente, e estive bem à rasca na semana passada. Para além disso, sei que é passageiro; logo, mais vale aproveitar.

Ora vamos lá ver:
1. Três dias enfiada em casa com o organismo em modo automático de limpeza
2. Sem o giraço (the famous hit and run)
3. Ao quarto dia vou ver pessoal num palco a fazer nem sei bem o quê (é verdade, liguei à minha prima e houve mais pessoal a aguentar até ao fim - quase que juro que serão os amigos dos bailarinos!!!)
4. Precisava de repor o nível de líquidos (a dormir não dá)

Então, nada melhor que:
1. Sair na Quinta
2. Sair na Sexta
3. Sair no Sábado

Mais do que isso: acordar nos dias seguintes bela e fresca! Para isso, basta beber água a noite toda.

Acho que vou passar a fazer isso de vez em quando, mas não esta semana... é que também tenho de repor os níveis de minerais no corpinho, que já estão a fazer falta...

domingo, outubro 01, 2006

Ainda a propósito do ballet moderno

Aquilo foi assim:

Começa a música. Entra o encenador (baixinho e corcunda) muito devagar, caminha até ao centro, olha em frente, e com a maior das calmas chama um nome. Essa pessoa aparece, muito devagar, e coloca-se ao lado do encenador, também virado para a frente. O encenador chama outro nome, outra pessoa aparece, muito devagar, e coloca-se junto ao encenador virado para a frente. Isto com DOZE pessoas!
Primeiro pensei: Que seca! Depois pensei: OK, foi a apresentação.

Mas os gajos ficaram ali, especados, a olhar em frente durante uma eternidade! À 15ª música, o encenador começa (muito devagar, já se sabe), a dar pequenos passinhos para trás. Isto levou aí uns 3 minutos. Depois, os outros artistas, cada um ao seu ritmo (devagar, claro está) começaram a dar uns passinhos para trás. E eu a ver a minha vida a andar para trás!

Respirei fundo. Olhei para os lados. Duas pessoas já dormiam.

O encenador pega num recipiente de vidro com água, noutro sem água, e numa concha de sopa de madeira. Um tipo aproxima-se para lhe serem lavadas as mãos. Após isso, fica ele com a concha e aproxima-se outro para lhe serem lavadas as mãos. Após isso, fica ele com a concha, etc e tal... DOZE vezes! E eu já a agitar-me na cadeira.

Formam-se 4 grupos de 3 pessoas, sentadas no chão... a brincar com berlindes. Isto foi coisa para aí umas 5 músicas. Volta e meia, algum se levantava e trocava com outro. Tudo isto, já se sabe: com a maior das calmas. E eu já com um nervoso miudinho a subir-me à garganta...

Respirei fundo. Olhei para trás. Já havia desistentes a dar o bazo.

Bom, não vou continuar com a descrição. Aguentei pouco mais de uma hora. Fiz a boa acção do ano.