Pois que, na semana passada, recebi uma reclamação por parte do meu Bom Amigo-Vizinho-Tripeiro por não ter mencionado nem uma linha (agora imaginem-me a juntar o polegar com o indicador da mão direita à frente da cara, ilustrando com veemência o “nem uma linha, nem umazinha assim, canudo!”) sobre o nosso passeio até à concentração de motas de Faro, há mais de duas semanas atrás...
...pois que eu também já tinha dito que este blog não é um diário da minha vida...
...ainda por cima, o Sr. Wally (que também foi connosco) decidiu escrever um comentário à laia de post sobre o assunto, comentário esse que eu só não eliminei porque estava com imensa piada, ainda que falasse em demasia do meu “small behind”!
Mas pronto, cá vai: foi giro! Foi muuuuuiiiiito giro!
Na verdade, não venham cá com tangas de “ah!, e tal, vida de motard é difícil”. Pois... e vida de pendura? Pensam que é fácil, não? Ainda por cima numa R6, conhecida por ser a mota mais desconfortável para quem vai atrás. E as dores nos braços e nos peitorais por ir com as mãozinhas no depósito, hum? E nas perninhas e nas coxas por causa das travagens? Ah pois é!
E os dois elásticos do cabelo que perdi pelo caminho por causa da velocidade? E as chocas que tive de tirar do cabelo quando voltei para casa, que gastei um frasco de amaciador (do bom, obviamente) e estive meia hora a pentear o cabelo (aquela parte do pescoço para baixo, já que a outra foi protegida pelo capacete)? Disso ninguém fala, claro!
Bem, aquilo é um pouco como na farmácia: tem de tudo. Ainda que não tenha entrado na concentração em si mesma, vi o ambiente, as gentes, as motas, os rabos de fora das outras penduras que, “distraidamente”, mostravam... adiante! Pois eu levei um belo cinto a apertar-me bem as calças de ganga, já que a posição em que ia era suficientemente apelativa. Acho que era por isso que raramente éramos ultrapassados. Agora que penso nisso...
... (estou a pensar)...
... (shiu! Ainda não acabei, estou lenta)...
... há lá coisinha mais sexy...
... que um cabelo a cheirar a sem chumbo 95? Hum?
Miúdo, agora que já falei sobre o assunto, deixas de amuar e levas-me a dar uma voltinha? Sim, porque aquela desculpa do “ai, levantei-me às 5 da manhã para apanhar a camioneta para Lisboa, estou mais morto do que vivo, pode ficar para outro dia, pode?” não foi mais do que uma pequena vingança, que eu bem sei! Hás-de querer sopinha fresca, acabada de fazer, hás-de!
Hum, acho que hoje estou em modo cá-se-fazem-cá-se-pagam...
Tudo isto para tentar abstrair o pensamento por um bocadinho e tentar não me lembrar que devo ter uma conversa, no mínimo delicada... e... se calhar... abalar as férias de algumas pessoas. É chato, eu sei, mas tem de ser. Vá lá, uma forcinha, que a verdadeira artista é aquela que se esforça!
