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sexta-feira, agosto 24, 2007

Santos e massacres

Nota prévia muito ao meu estilo: este post habilita-me a apanhar um arraial de pancada um dia que seja reconhecida na rua, por andar a gozar com tradições e afins. O que vale é que eu sou como o Abrunhosa: ando sempre de óculos de Sol. Os motivos não serão os mesmos, mas o efeito sim.

A vantagem de ligar poucas vezes a televisão (ou de tê-la ligada, mas sem som e ignorá-la impiedosamente - sem som é mais fácil resistir) está em conseguir manter a cabeça mais ou menos limpa de poluição visual e desinformação desnecessária, assim como evitar tempo mal gasto. A desvantagem está, precisamente, no perder algumas... hum... à falta de melhor termo (está um pouco de calor a mais para que eu possa pensar muito), chamemos-lhe pérolas fraquitas, esverdeadas e malcheirosas.

Pois não é que, à hora de almoço, fiquei a saber que hoje é o dia de São Bartolomeu.
OK, porreiro.
É festejado em Esposende.
Fixe.
Os festejos envolvem galinhas pretas e pessoas a darem 3 voltas a uma igreja.
Tá bom, podia dar-lhes para pior/mais difícil, basta imaginar que a primeira volta tivesse de ser dada ao pé-coxinho com a galinha debaixo do braço, a segunda a fazer o pino e com a galinha comodamente colocada nos joelhos (com um pouco de sorte, a galinha já vai adiantando trabalho e começa a chocar um ou outro ovo orfão), e a terceira envolvesse ser arrastado pela própria galinha, desfiando um rol de promessas ao dito santo... e tudo isto de olhos vendados, claro (isto das promesas quer-se complicado). Ah, e no fim cozinhar a galinha, óbvio... não estamos em tempos de vacas (ou galinhas) gordas.
O que me deixou um pouco atordoada (sou uma fraquita...) foi ver imagens de crianças a serem temporariamente afogadas (não, não é submergidas, é mesmo afogadas) três vezes (aparentemente, este pessoal não sabe fazer as coisas bem à primeira) nas águas geladas da praia de Esposende, porque há certas almas que acreditam que estes banhos neste dia irão livrá-las de medos, doenças (simples e complicadas) e afins. Ou seja, a cada 24 de Agosto "nasce" uma legião de heróis em potência.

Mais curioso do que isso, foi verificar que haviam dois banheiros que faziam estas atrocidades à desgraçada da miudagem (que chorava que se desalmava - espero que a Diabba tenha aproveitado esta oportunidade única), a troco de 5 euros.
Se é assim tão poderoso, este serviço deveria ser comparticipado pelo Serviço Nacional de Saúde...
Mas... a praia é de todos... o serviço nada tem de especializado a não ser vestir uma gabardina amarela (serve de muito dentro de água, realmente...)... e afogar putos em água gelada. Assim sendo, porquê o pagamento? Só se for porque, para não perder tempo, enquanto o puto passa as passinhas do Algarve (antes fosse, que a água do mar lá é um pouquinho mais quente) os pais estão a dar voltas à volta (adoro pleunasmos, que posso fazer?) da igreja, deixando os rebentos ao sabor da maré (literalmente - o que eu me divirto com as subtilezas da língua portuguesa!).

Em suma, continuo a preferir o meu rico São João!

Ainda nesta onda dos santos e milagres (já neste caso será code name para bolos), devo informar que - ainda que possa por vezes parecer -, não sou a Santa Casa da Misericórdia, ok? A receita está publicada, a própria Diabba já a testou e, ao que soube, a coisa correu muito bem, o que quer dizer que eu não soneguei nenhum detalhe importante (está tudo chapado no post anterior), ao contrário do que o Mr. Melões (quando te apanhar a jeito, vais ver, vais) andou por aí a dizer. Portanto, e dando seguimento à velha máxima chinesa do "não lhes dês peixe, ensina-os a pescar": querem bolo? Pois então façam-no!

De referir que apenas escrevi este post para ter uma desculpa para mudar de música. É que esta é tão gira! E eu que não dava nada por esse tal de Justino Lago-de-Madeira...

segunda-feira, agosto 06, 2007

Pára-quedismo - II

Admito que isto do pára-quedismo consegue ser viciante e tenho de parar. Também sei que brevemente (correndo bem) tudo irá mudar; logo, é aproveitar enquanto há tempo e oportunidade.

E, com esta desculpa, lá fiz mais umas estatísticas. Desta vez, deixei passar mais tempo e retirei algumas, já que biografias de alguém e nomes de músicas são cromos repetidos. Ou não, pois até as músicas que não passam aqui, são aqui procuradas. Mas, se não há... vai uma tipa compreender esta gente...


Pratos dos últimos dias:

Mensagens de beleza e simplicidade
Inspiradora, esta. Ainda há quem venha aqui à procura de uma luz na sua vida. Já agora, se encontrarem, avisem. Partilhar é bom e eu gosto.

Musica Reike Blosgspot
Hum… creio que é Reiki que se escreve. Mas, quem sou eu para corrigir? Quer dizer, há que distinguir yôga do yoga do ioga... se calhar também há reiki e reike... ou até reiky, sei lá (é melhor não contrariar...)

porque e que os pneus sao mais largos
Porque comes mais do que consomes, não? Queres que te faça um desenho, queres? A papinha toda, já agora... mas depois não te queixes dos pneus largos, papa engorda e não é pouco, não.


pequena mensagen eu sou assin gosto de ..
Desculpe? Gosta do quê, mesmo?

quero viver em londres, e ai
E ai o quê, oblá? Queres viver em Londres? Então vai, a ver se eu me incomodo. Até tenho lá três bons amigos, dois deles com blog próprio e tudo.

letra da musica gosto de ti assim -despe e siga
Pois, mas esta, por acaso, não temos...

conceito sem nexo
Ora aí está alguém que não veio ao engano. Boa! E então, quantos é que encontrou?

como esquecer alguem que não lhe sai da cabeça
E foi aqui que veio parar? Hum, estes gajos do Google deveriam afinar a ferramenta; é que assim não vão lá, não...

look at me musica dos morangos mas quem canta?
E se experimentasses ligar para a TVI? Deves pensar que isto aqui são discos pedidos, ou o camandro...

eu quero a biografia do filme tapete vermelho
E eu quero uma casa com piscina!

Onde está o Wally
(Esta continua a aparecer vezes sem fim, o Wally já é mais conhecido que o bacalhau com grão)
Neste momento, na Indonésia. Mas volta na quarta. Se quiseres falar com ele, deixa recado.

envelhecer juntos
Também ando à procura de qualquer coisa do género. Quem sabe não serás a metade da minha laranja (não é bem assim que se diz, pois não?)

hoje me sinto assim
Ora eu, no outro dia, sentia-me um pouco assado. Era por causa do calor.

E ainda no âmbito de biografias... e palavras parecidas:

ajuda na biografia
Claro que ajudo! Contudo, previamente, por favor enviar donativo (nada com menos de quatro dígitos, nada de mitrice!) para a conta com o seguinte NIB 0039.....

biografia engraçada
Outra vez? É preciso dizer que é de-sas-tra-da? Chiça, penico!

bibliografia do sexo
Bom, a ver se nos entendemos de uma vez por todas: este blog não fala de sexo! Já disse que sim, sexo é giro e tal, trocas de fluidos e de ais e de uis. Mas isso é na vida real, não aqui no blog. Como é lógico, eu, sendo solteira e boa moça, não sei nada sobre o assunto. E como tal, como posso falar daquilo que não sei? Mas isto é no blog, não na vida re... bom, adiante, há que terminar o post.

minha biografia
Tudo bem, faz o que quiseres da tua. Mas esta é a minha, ok? Quer dizer, não é, porque não é um relato da minha vida. É o meu espaço e está aberto a quem queira cá vir, mas não é a tua, tá? Olhamagora, pessoal com problemas de identidade. A sorte é que a maior parte das pessoas que me lêm não sabem quem sou, senão teria sérias hipóteses de acabar na primeira página do 24 Horas... com uma headline do tipo “Encontrada em 10 caixotes do lixo” ou “Regada com gasolina: acabou em frango de churrasco”

Bom, vou mas é para casa fazer bolinho de chocolate, está mesmo a apetecer-me!

E esta música diz-me muito!

quinta-feira, agosto 02, 2007

Divisão de tarefas ou superioridade?

Alguma vez será possível conciliar o conceito de divisão de tarefas (que, como sabemos através da propaganda que passou há poucos anos atrás na TV, aumenta a qualidade de vida do casal) com o conceito de superioridade de um dos elementos?

Pois eu sou, primeiramente, a favor da superioridade dos homens!
Em número, claro....


OK, eu explico: se eles forem muitos, as mulheres têm bem mais por onde escolher (e, como é lógico, alguns deles também terão mais por onde escolher... entre si).

Se a superioridade (numérica, sempre numérica, o resto é um mito e todos sabemos bem disso - mental note to self: parar de arranjar lenha para me queimar) estiver concentrada neles, elas serão consideradas "bens escassos", verdadeiras raridades e, se forem racionais (ora aí está um desafio: pedir a uma mulher para ser racional a maior parte do tempo - mental note to self part II: ler a mental note to self anterior), serão capazes de escolher o companheiro que, tendo a noção da sorte brutal que lhe calhou na rifa, será capaz de fazer seja o que for, incluindo dividir as tarefas domésticas, aumentando a qualidade de vida de ambos os dois (eu gosto de pleunasmos, tá?)


Onde é que falha a teoria? É que nem sempre os homens dão valor ao que têm... enquanto têm...

Esta última nota fez-me recordar os tempos em que estava a estudar para a cadeira de Economia Internacional. Aprendi uma série de teorias, umas mais cómicas do que outras (como tudo na vida, portanto), cujo único ponto em comum se encontrava na notinha de rodapé que dizia, em letras muito pequeninas, qualquer coisa do género "como facilmente se poderá constatar, esta teoria não terá aderência à realidade devido ao elevado número de pressupostos". Ora, se existiram gajos que escreveram tretas que eu fui obrigada a estudar, também eu posso debitar as minhas pseudo-teorias sobre a lógica da batata... ou não!

Ora aqui fica mais uma das músicas que eu gosto. E muito!

sexta-feira, julho 27, 2007

E eu que pensava que era a rainha da desconversa!*

Eu até consigo imaginar a cara de disfarce dessa tal Miriam, a olhar para o lado e a assobiar com as mãos nos bolsos...
Moral da história: que saudades de ler o consultório íntimo da revista Maria**! Aquilo sim, eram perguntas profundas, com direito a respostas com nível...
...agora isto...
...desconfio que, se a Mrs (por quanto mais tempo?) B estivesse interessada em saber qual seria o problema do carro, teria enviado mail para a Auto-motor... ou Expomotor... ou algo do género.
É nestas alturas que me sinto um verdadeiro génio! Sem lâmpada...
* Estou a resistir à vontade de titular este post como "Tanta estupidez junta deveria dar direito a prisão. No mínimo!"
** Após ler alguns dos textos, ainda fiquei na dúvida: deveria manter o link ou nem por isso? É que alguns são inclassificáveis! Se calhar é por isso que se inclui numa categoria à parte e não na dos classificados (vende-se, aluga-se, oferece-se, ...) - ai, piadinha mais seca, livra!...
OK, adenda ao post: para quem não consegue ler, clique na Miriam (salvo seja!)

quinta-feira, julho 19, 2007

Poliquê?

Nota prévia (antes que comece): o presente texto não pretende, de forma alguma, tecer juízos de valor acerca das escolhas dos outros, cada um tem as suas preferências e saberá o que é melhor para si próprio. Não sou moralista nem conselheira, pois:
- se os conselhos fossem bons... não os dava: vendia-os!

- se nem sempre sei gerir a minha própria vida, porque raio deverei teorizar sobre a dos outros

- tenho vida própria (e este argumento bastaria por si só, mas eu gosto de escrever baboseiras)

Siga...


Enquanto dou uma de Big Brother is watching you (1984, George Orwell – ou pensavam que era invenção da cabeça loira do Piet Hein*, hum?) vendo através de que palavras-chave é que certos e determinados pára-quedistas vêm parar aqui ao engano** (sim, porque ninguém no seu perfeito juízo assenta arraiais neste blog por vontade própria), aproveito este espaço (o meu speaker’s corner privado – ai que eu hoje estou tão culta!) para deixar umas palavritas sobre... poliamor!


Ontem ao final da tarde, já pela fresquinha, voltava feliz e contente para casa na minha banheirola estilosa e confortável, quando prestei atenção ao programa que estava a passar na rádio, a saber: Prova Oral, da Antena 3.

E pronto, lá descobri que, para além de ser poliglota e multifacetada, sou igualmente poliamorosa!

Bom, antes que comecem a chover mails com frases de empatia e/ou convites alternativos, passo a explicar: eu amo-me incondicionalmente. Sem restrições, mesmo! E sei isto porque, mesmo quando faço asneirada da grossa, lá me recrimino um pouco, auto-censuro-me e tal... mas continuo a adorar-me como se fosse a mais bela criação actualmente a passear pela Terra***.

E depois, como tenho muitos interesses, vou-me “desmultiplicando” nas minhas várias facetas, de acordo com o que estou a fazer na altura. E gosto sempre desse meu eu, ou não fosse hedonista...

Agora, se me colocam a questão: e não tens ciúmes? Quer dizer, ao amares tantas personalidades, algumas delas influentes e tudo, não terás medo que também elas se virem amorosamente umas para as outras?

Pois, aqui é que a porca torce o rabo! É que, há uma parte de mim que é ciumenta... e outra que não é! Mas até agora tenho conseguido manter “ambas as duas” neste parco equilíbrio. Desde que não se cruzem...

Com tanto amor distribuido já por mim, desconfio ser capaz de amar e me dedicar apenas a uma outra pessoa para além de mim própria. O difícil será encontrar alguém que reúna o consenso e a aprovação dos meus vários eus. É que há-de haver um ou outro que irá torcer o nariz a algum aspecto que seja de encaixe mais difícil...

É que para além de ser “multipersonalizada”, sou também esqui... esqui... esquisita, é isso!

E a fidelidade, onde é que fica? Bom, eu serei sempre fiel... a mim própria! Não é à toa que uma das minhas frases favoritas é mesmo a “I love me so much, I wanna kiss myself!”


Começo a dar razão ao meu pai quando ele me diz que já leu outros blogs e que esses eram inteligíveis... cá pra mim, ou falavam de sexo ou de futebol...


Banda sonora... ora cá está uma das minha músicas favoritas de todos os tempos. Laid, dos James. Nunca percebi porque raio sempre fiquei fascinada com ritmos cujas letras são do pior, mas enfim. Às tantas, é mais uma das minhas personalidades que ainda não se definiu... medo!

Hum... irei criar brevemente a lista das músicas que já aqui passaram... [Actriz, em modo organizado]


* Porra, só eu é que não apareço na Wikipedia! Ainda...

** E tem cada pérola! Céus, fico na dúvida: deverei rir que nem uma tonta, ou chorar quem nem uma Madalena?

*** Há uma faceta minha que insiste em dizer-me que sou mesmo a “ultimate masterpiece of creation”, mas creio que foi de férias; é que já há uns tempos que não me acompanha...

quarta-feira, julho 04, 2007

Ideias sem nexo – II (Short Version*)

Este post acaba mais ou menos como o anterior. Será seguramente mais curto e menos engraçado. Mas não fui eu quem começou...

Sem mais delongas, temos a ideia sem nexo Gama: a instituição do Dia Nacional da Fruta!

Na minha humilde e pouco fundamentada opinião, trata-se de uma ideia descabida porque:
- não envolve quem de direito, a saber: agricultores, produtores, importadores ou exportadores de fruta
- o site que o promove está mal conseguido
- não percebo porque raio se deverá trocar a bela da fruta fresca por uma papa embalada
- quando o Sol nasce é para todos, e haverão alimentos que se ressentirão pelo facto das respectivas classes a que pertencem não terem dia próprio.

Passemos a algumas sugestões da minha parte:

- Ideia sem nexo Delta: a criação do Dia Nacional da Hortaliça
- Ideia sem nexo Épsilon: a instituição da Manhã Internacional dos Cereais
- Ideia sem nexo Digama: a divulgação do Lusco-Fusco Mundial do Iogurte de Aromas de: Baunilha, Banana, Morango, Pêra e Alperce.
- (…)

O que, de facto, me incomoda, é: com tanto dia disto e daquilo, a coisa até perde grandemente a sua importância relativa. Porque, no fundo, ao criarmos dias para tudo e mais alguma coisa, estaremos a fazer com que assuntos que são realmente merecedores da atenção de todos, sejam diluídos no meio de outros “dias de”.

* - Toma lá morcão! É para não dizeres que não tenho poder de síntese... hehe! Beijos grandes!

Ideias sem nexo - II

Ainda não sei muito bem como irá acabar este post, mas avizinham-se aí umas três… vá lá, quatro ideias sem nexo, sendo todas no seguimento de uma outra ideia perfeitamente descabida… que (e isto é verdadeiramente inacreditável) não é minha! (leitura: o mundo está perdido; há mais quem ouse ter ideias sem nexo… e as divulgue).

Bom, agora que deixei passar aí umas 48 horas desde que devo ter ouvido falar desta ideia pela primeira vez, creio que já consigo mencionar o assunto sem urticária. Penso.
Sem mais delongas, temos a ideia sem nexo Gama: a instituição do Dia Nacional da Fruta!

Para começar, não vê envolvida nenhuma associação de agricultores, produtores, importadores ou até mesmo exportadores (e a lista pode continuar desde que as palavras terminem em “ores”) de… fruta? Como tal, não me parece ver aí uma grande massa associativa. Sim, porque nestas coisas de “dias de algo”, há que imaginar o pessoal todo junto a formar número, massa crítica, com cartazes e palavras de ordem.

Para continuar, o barulho do site irrita-me até mais não poder, pois não suporto o ruído do bater de asas de insectos. Não compreendo como é que alguém teve a ideia (peregrina) de meter um moscardo (ou lá que bicho nojento é) pelo meio.

Depois, porque não estamos a falar de fruta… como colocar isto?... hum… sei lá… fresca? Inteira? Por descascar e trincar? Quer dizer, onde é que está a dificuldade de pegar numa maçã, lavá-la… e comê-la?

Terminando as críticas fáceis e baratas (se era hoje que pensavam que iriam ler um post com contraposições sérias e já se tinham levantado para celebrar, esqueçam, isso não irá acontecer proximamente; contudo, e uma vez que já se levantaram, tragam-me um copo com água, por favor), alerto para a possível rebelião que possa surgir no seio de outros alimentos, com especial destaque para o aipo, a fartura, o bife da vazia e o patê de cogumelos. Aliás, tenho quase a certeza que isto ainda vai dar molho, pois iremos assistir a uma verdadeira luta pelo protagonismo da espécie, os alimentos ir-se-ão reunir nas suas classes e aí quero ver quem é que vai pôr termo a isto.

Mas tenho umas sugestões, que isto não é só crítica a atirar para o gratuito:
- Ideia sem nexo Delta: a criação do Dia Nacional da Hortaliça
- Ideia sem nexo Épsilon: a instituição da Manhã Internacional dos Cereais
- Ideia sem nexo Digama: a divulgação do Lusco-Fusco Mundial do Iogurte de Aromas de: Baunilha, Banana, Morango, Pêra e Alperce.
- (…)

Bem sei que nada disto faz sentido, mas, reparando bem, nem fui eu quem começou…
…mas verdade seja escrita: com tanto dia disto e daquilo, a coisa até perde grandemente a sua importância relativa. Porque, no fundo, ao estar a fazer com que tanta treta seja especial com o “dia nacional”, “dia internacional”, “dia mundial” (um dia hei-de dedicar-me a perceber a diferença entre estes dois últimos, mas agora tenho outras ideias sem nexo para pensar), fazendo até com que o mesmo dia seja dia de uns bons sete ou oito temas que não deverão ter rigorosamente nada a ver entre si, obtém-se o resultado inverso, ou seja, a banalização do mesmo.
Infelizmente, desta forma estaremos a fazer com que assuntos que são realmente merecedores da atenção de todos, sejam diluídos no meio de outros “dias de”.



E tudo isto porque se fosse a escrever sobre o que me ocupa a cabeça, teria saído qualquer coisa sobre oportunidades, certezas, timings e preços.

quinta-feira, junho 14, 2007

Desafio: as minhas últimas 5 leituras + bonus tracks

Pois que a Teresa me fez mais um desafio…
E como o Papa até veio a rebolar desde o Bom Jesus até Fátima, e a fazer o pino até Lisboa (não viram? Realmente, estes alemães conseguem ser muuuuuiiiito discretos)… pronto, eu entrei novamente nessa!

Ora bom, sem mais delongas, as minhas últimas 5 leituras foram, por esta ordem:

- Esta manhã quando me levantei.
Olhei para o céu
Leitura – Às tantas, ainda chove…

- A seguir ao almoço, ao ver a chávena de café
Sinais de fumo
Leitura – O café ainda está muito quente, vais queimar a língua!

- Durante a tarde
Livrinho de instruções do micro-ondas
Leitura: nada de especial, era só para tirar uma dúvida

- Ainda durante a tarde
Rótulo do queijo da ilha para saber quantas calorias tem por cada 100g
Leitura: vai mas é correr para o parque. Mais um bocado e (parafraseando meu amigo incógnito, ma non troppo)… se der para meter vinho, serei um pipo!

- avozinha.xpto@hotmail.com quer adicioná-la ao msn. Clique blablabla…
A minha avó tem Messenger e acabou de me adicionar!
Leitura – O mundo está de pernas para o ar e não é só na Austrália!!!


Bonus tracks

- O que eu gostava de saber ler mas não sei: Tarot. E isso é que é uma pena, a avaliar pela potencial facturação. E carcanhol nunca é demais! Tenho o baralho aqui em casa (e ainda há quem tenha o desplante de dizer que eu não jogo com o baralho todo…) e um ou dois livros sobre isso, mas nunca avancei muito nesse campo (e ainda assim, desconfio que é desta que o meu pai me interna – desde que tenham lá internet de banda larga, até nem fico lá muito importada).

- O que eu li esta noite no olhar: dava para escrever toda uma enciclopédia! OK, pelo menos um livrito do tamanho do Guerra e Paz. Ficou gravado na minha memória. Adorei! Tudo!


Teresinha! Desculpa, mas sabes que não resisto a estas coisas. É mais forte que eu!
Mas te garanto que irei postar sobre os últimos 5 livros que li ou ando a ler, OK? É que assim é mais divertido, e o pessoal curte é andar bem disposto.

sexta-feira, junho 08, 2007

Dificuldades no acesso à cultura

Vi nas notícias ontem à noite e esta manhã (gosto de ligar a TV logo de manhã para me certificar como irá estar o tempo e poder adequar o meu humor accordingly) que rebentou uma conduta de água (ou lá o que foi na realidade, já que estou farta de procurar na net notícias sobre isso e não consigo mesmo encontrar – estou a perder qualidades, é o que é!) no Parque Eduardo VII, onde, por coincidência, decorre a 77ª Feira do Livro de Lisboa (a do Porto costuma ser no Pavilhão Rosa Mota, mas antes, há muito tempo atrás, era na Rotunda da Boavista, que eu ainda me lembro).

Resultado: um rio a correr pelo Parque abaixo, entre as barracas, impedindo o poboum de passear tranquilamente e aceder aos livros do dia e outros mais.

Ora, como ontem foi feriado, não haveria ninguém, nem uma alminha para amostra (Diabba, espero que não tenhas nada a ver com o assunto), que se dignasse a resolver o assunto (que vergonha!!!). E, como é bom de ver, aquilo é que foi sacudir a água do capote (primeiro trocadilho do post, a ver se ainda consigo fazer mais) no que toca a responsabilidades, pois, como é de esperar (e muito infelizmente, digo eu), a EPAL descarta-se (sem dizer água vai - cá está o segundo) e a Câmara de Lisboa (que só mete água - até nem está a correr mal) também. Por acaso não estão à espera que seja a Associação de Livreiros a tratar do assunto, não?

Enfim, em vez de termos um banho de cultura, temos um banho na cultura (sempre a somar).

Ou então...

Deu banhada!

Poderia ainda acrescentar

Ou então, deu barraca!!! Ai não, as barracas já lá estavam...

Realmente, já há algum tempo que se fala em limpar aquela zona, mas não me parece que seja bem disso a que se referem...

Perdoem-me as piadas secas, mas para água a mais, já basta na Feira do Livro, hehe!