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segunda-feira, julho 30, 2007

O fim do mundo está próximo?

A minha opinião é: SIM, definitivamente o fim do mundo está ali ao virar da esquina. Mas desde quando é que matemáticos (portugueses, ainda por cima! OK, este é metade romeno) escrevem livros com alguma piada?

Ou seja, para variar, subtraí temporariamente – paizinho, está lido, levo-o de volta este fds, para que possas lê-lo também tu; e obrigada por partilhares! - um livro com o título deste post, tendo apenas uma vaga ideia sobre do que trataria.
Perdi-me a lê-lo, o que me obrigou a roubar horas ao sono, pois os outros compromissos não eram elásticos; enfim, certas manias nunca irão abandonar-me, e perder a noção do tempo e do espaço enquanto me delicio a desfrutar da leitura de um (bom) livro será, seguramente, uma delas. E até posso comer uma peça de fruta ao mesmo tempo, se calhar até me faz melhor...

Sempre gostei de matemática, nas suas várias vertentes. Correndo o risco de ser internada após escrever isto, aqui confesso que adorei estudar para a prova de aferição e para a específica de matemática, no longínquo ano de 1994. Tinha um livro cheio de exercícios e testes para estudar e treinar. Nessa altura, em vez de fazer um intervalo de hora a hora, descontraía entretendo-me a fazer uns testes de entrada para umas universidades que não menciono aqui, pois não me fica bem... adiante, que se faz tarde!

Tive igual prazer em 2002, quando mergulhei no maravilhoso mundo do GMAT, ainda que, neste caso, apenas 40% do exame teria a ver com matemática.

Voltando ao livro: gostei. E muito!

Explica de uma forma acessível uma data de raciocínios, mostra aplicações práticas (e, já agora, úteis) desse monstro de 7 cabeças que a maior parte dos putos (e não só) se orgulha em dizer que detesta.
Responde a perguntas, deixa outras no ar.
Fala de génios (sem lâmpada) vivos e de referências que já cá não estão; junta algumas intrigas e diz-que-disse, dando um ar humano (tipo, mulher do soalheiro... ou dona da padaria) à coisa.
Aproveita até para espetar (ainda mais!!!) a lança no estado do ensino em Portugal...

Peca por se repetir volta e meia. Acredito igualmente que o Jorge Buescu goste muito de futebol, já que, também ele, tem um pouco a mania de se referir a si mesmo* na terceira pessoa (o autor destas linhas aqui... o autor destas linhas ali...).

Resta esperar que os outros dois livros (este e este – pai, clica naqueles estes, se faz favor), apareçam milagrosamente lá em casa. (Percebeste, pai querido?)

Ah, e sim, a pergunta sobre o fim do mundo é respondida...

*- Ó Teresa: “se referir a si mesmo” é um pleonasmo de primeira espécie inventadinho por esta mente retorcida (a saber: a minha) ou é assim mesmo que se escreve? “Obrigadinhus”



E a música, não é fabulosa? E aquela parte do obrigado?

sexta-feira, junho 22, 2007

As minhas últimas 5 leituras: as verdadeiras – IV

"Reiki, as raízes japonesas" de Sandra e Jorge Ramos
"Escuta o teu corpo" de Lise Bourbeau

E aqui revelo que tenho uma costeleta New Age...

Estas são as leituras que tenho em banho-maria, vou lendo, vou parando e intercalando, enfim, vou aprendendo devagar, mas sempre com curiosidade. É algo que vou fazendo ao meu próprio ritmo, trata-se de uma aprendizagem individual, ainda que me pele por uma boa conversa sobre assuntos menos ortodoxos.

O primeiro livro saltou-me à vista em Dezembro do ano passado, numa das minhas digressões pela FNAC do Gaiashopping; foi graças a ele que conheci o Ankh e fiz o nível I do curso (Shoden), dado precisamente pela Sandra e pelo Jorge (pessoas excelentes que adorei conhecer).

O segundo foi-me oferecido por uma amiga da minha mãe, amiga essa que me é muito querida. É uma pessoa muito sensível e genuinamente preocupada com o bem-estar dos outros; enfim, um doce de pessoa. Foi ela que me falou d' A Profecia Celestina do James Redfield... há cerca de 8 ou 9 anos atrás. E foi nessa altura que comprei a Profecia e a li, assim como A Décima Revelação, A Visão Celestina e até o guia experimental da Profecia.
Muito do que li está esquecido, mas creio que vou sempre retirando as mensagens principais.

Mas, mais importante do que ler livros sobre troca de energias, meditação, guias espirituais, Yôga e outros temas, é fundamental saber viver. De nada nos serve armazenar uma série de informação e gastar o nosso tempo apenas virados para nós próprios. Na prática, existe um mundo lá fora e (a agora vem uma expressão digna da nossa querida Lili Caneças) a vida é para ser vivida!

Gostaria apenas de deixar um pequeno apontamento: a vida é para ser vivida e bem, ok? Já cá mencionei antes que não sou moralista, mas a verdade é que recebemos aquilo que damos, temos de volta aquilo que transmitimos. Não é treta New Age nem a profecia da desgraça, muito menos e chantagem infantil do "se te portares bem o ano inteiro, terás a boneca que queres no sapatinho, pois o Pai Natal está atento"; mas a verdade é que, nestes breves mas preenchidos 30 anos de passagem por aqui, já tive inúmeras vezes a oportunidade de verificar que a expressão what goes around, comes around é válida. E muitas vezes nem aconteceu comigo...

Bom fim-de-semana! Não sei quanto a vós, mas eu irei dedicar-me a actividades pagãs (após passar uma noite a venerar o Santo António na semana passada, irei aventurar-me noutra que promete ser ainda melhor: São João amanhã à noite, na terrinha, pois claro!) e pouco espirituais (a não ser que bacalhau espiritual faça parte do menu do jantar na Ribeira de amanhã...). É que a vida também é curta!, e se encarnei, deixa-me levar o corpinho para onde ele está bem.

Ah!, que já me esquecia...
E aqui termina o desafio deixado pela Teresa. As minhas últimas 5 leituras foram aqui deixadas.
Obrigada Teresa! Diverti-me a sério!

quinta-feira, junho 21, 2007

As minhas últimas 5 leituras: as verdadeiras – III

"Made in America" de Bill Bryson

É o livro que estou a ler actualmente.
Na prática, tenho outras duas leituras paradas (e será com essas que irei fechar este ciclo pseudo-intelectual, que eu sou é uma gaja gira); mas, de momento, estou a dedicar-me a esta.


É o 3º livro deste senhor que tenho o prazer de ler e acho um piadão à forma como escreve.
Nos seus relatos de viagens, como será o caso de "Nem aqui, nem ali", fui às lágrimas com a descrição da forma como os romanos estacionam os carros. O homem tem um poder de observação incomum e consegue fazer descrições e comparações muito completas e hilariantes. Creio que o seu segredo residirá sobretudo na capacidade que tem de rir de si próprio, algo que eu mesma tenho vindo a aprender.


Acho verdadeiramente impressionante como alguém foi capaz de debitar de forma o mais organizada possível toda uma quantidade de informação sobre inúmeros temas como Bill o fez no seu fabuloso "Breve história de quase tudo". É que este livro fala da idade da Terra e dos diversos cálculos que foram sendo efectuados ao longo do tempo; da origem das espécies; do simples vírus ao homem actual; de filosofia, física, química ou até da meteorologia; do ADN... e por aí fora! Isto, claro, misturando breves biografias e curiosidades sobre quem fez ou disse o quê, se possível com algum detalhe pessoal mais ou menos relevante para a ciência mas extremamente engraçado para o leitor.


Curiosamente, li metade do livro em Novembro do ano passado e deixei o resto de molho pois algo me dizia que ainda não era altura de o acabar. Percebi o porquê pouco tempo depois, quando li (e quem me conhece irá seguramente deitar as mãos à cabeça, revirar os olhos e dizer "Lá vem ela com esta!", mas sim, vou mencionar!!!) "A Fórmula da Deus" do José Rodrigues dos Santos. Esse livro foi lido em qualquer coisa como 48 horas, no fim-de-semana do 8 de Dezembro. Recordo-me de ter começado a meio da tarde de Sexta e de ter terminado a seguir ao almoço de Domingo; e sim, dormi as horas da praxe e fiz as refeições com a família. A minha opinião sobre este livro e as ideias lá expostas daria, por si só, um livro... ou dois. "De modos que" (também gosto desta expressão, é quase tão fixe como o "assim como assim") fica para uma outra altura.


Ressaltem-se apenas dois factos:

- a ideia do livre-arbítrio; por favor José, não me lixes com essa de sermos meros fantoches e de estar tudo pré-determinado por via da Teoria da Relatividade (for deeper discussions, send me an email, mas não esperem receber respostas muito elaboradas, justificadas, articuladas e outras coisas terminadas em... adas?)

- a impressão de me parecer estar a ler temas abordados de forma semelhante no Breve história de quase tudo. E tinha razão, quando terminei,verifiquei que este livro fez parte da bibliografia da Fórmula. Após isso, li a segunda metade da Breve história, ainda com mais curiosidade.



Voltando ao Made in America: ainda ando à volta da página 100 e estou a gostar bastante. É que o Bill dá sempre a ideia de não só ter estado lá, como de ter sido parte da História (neste caso, a dos EUA e da sua linguagem; porque se fosse de Portugal, seria aquilo que eu chamo de Síndrome Prof. José Hermano Saraiva - "foi precisamente aqui... neste lugar... que D. Afonso Henriques..." e poucos se surpreenderiam se o Professor acrescentasse algo do tipo "e eu estava discretamente sentado no topo da mesa... o prato consistia em frango do campo com batatinhas assadas e esparregado de grelos...").

quarta-feira, junho 20, 2007

As minhas últimas 5 leituras: as verdadeiras – II

"Mentira", de Henrique de Hériz


Foi mais um dos livros que palmei ao meu pai antes de ele deitar o olho. Se não me engano, foi-lhe oferecido no Natal.

Numa das minhas incursões a casa, lá para Fevereiro, fazendo a rota habitual (despensa da mãe a ver se encontro algo que me salte à vista; prateleira do pai que inclui os livros novos a ver se encontro algo que me salte à vista - há que ser coerente) peguei no livro e trouxe-o.



Devo ter demorado cerca de 3 meses a lê-lo, pois intercalei-o com outros, nomeadamente o último da Sveva, o "A cor da paixão". Gosto dos livros desta senhora que, diz-se, escreve com o marido ou o marido escreve por ela, mas isso a mim não interessa nada. E gosto porque me fazem recordar sobretudo Milão, mas também outras cidades e regiões de Itália que visitei durante os 3 anos que lá vivi.



Conheço mal os escritores espanhóis; se não estou enganada, fora este livro, recordo-me de ter lido outro, verdadeiramente fantástico, de seu nome "A sombra do vento", concebido pelo Carlos Ruiz Zafón. Terminei-o no ano passado, exactamente por esta altura, estava o Verão a começar.

Curiosamente, pouco ou nada sei sobre estes dois escritores e pouco consigo encontrar na net sobre eles. Parece impossível, mas na Wikipedia em castelhano não existe qualquer referência a nenhum dos dois autores espanhóis, sabendo eu apenas através da contracapa dos livros que ambos nasceram em Barcelona no ano de 1964. Agora pergunto: serão um e o mesmo artista (a.k.a. síndrome Fernando Pessoa)? Mistério....

E mistério é coisa que não falta nem no "Mentira" nem no "A sombra do vento". Ainda que desenhem histórias completamente diferentes, em datas e locais diversos (embora Barcelona se enquadre lá no meio em ambos os contos), com personagens distintas, ambos andam à volta da descoberta da verdade.
E a verdade pode assumir várias facetas, nunca será uma só. E é procurando, confrontando, não se dando por satisfeitas as curiosidades, que o que possivelmente aconteceu é finalmente revelado. E o que não dá para saber poderá ser colmatado pela intuição de quem busca. Afinal de contas, diz-se que é uma forma de inteligência...

Agora dei em crítica literária...

segunda-feira, junho 18, 2007

As minhas últimas 5 leituras: as verdadeiras – I*

Nota mental: da próxima vez que escrever um post de jeito – se isso alguma vez acontecer – há que pensar num título melhorzito, pois este “as verdadeiras” quase faz pressupor que existem umas falsas; o que me salva é o quase - logo, estou safa!)

[Sorriso safado número 2, troca o passo e siga a dança]

Cada vez mais acredito que nada acontece por acaso e que as coincidências servem para nos mostrar algo, a nós ou a quem nos rodeia. Daí a possível explicação para ter lido “O meu ponto G”.

O facto de este livro me ter caído nas mãos tem uma história. Cortando as partes que não serão relevantes e sumarizando: o dito não é para mim, mas foi-me passado para que eu o entregue ao destinatário final. Ora, como o mesmo não se consome se for lido mais do que uma vez, pensei: “olha olha, vamos lá ver o que está aqui escrito, já que até tinha passado pelo blog uma vez e tinha ficado curiosa”.

Não vou aqui construir uma opinião sobre blogs que dão em livros e etc, pois até fico contente cada vez que um deles dá nisso, até pode ser que um dia alguém se lembre de me dizer que as patacoadas que eu escrevo ficariam bonitas no papel, em letra Times New Roman, tamanho 12 e com espaços de 1,5. Porquê? Porque é capaz de compor um bocadinho o orçamento lá de casa. Para além disso, só me faltaria plantar uma árvore (já que salsa, rosmaninho, cebolinho e coentros não contam) e ter um filho.

A verdade é que a narrativa se torna repetitiva e perde um pouco o entusiasmo; uma coisa é ir vendo as actualizações do blog; outra será ler de rajada histórias muito semelhantes, sem grandes inovações.

Por outro lado, não é o meu género de leitura. Ainda assim, acho lindamente que a Felina escreva o que bem lhe apetece, que dê azo às suas fantasias e que dê o exemplo muito saudável de uma mulher que se sente completa e é perfeitamente normal! É uma lufada de ar fresco na mentalidade pequenina que, infelizmente, nos caracteriza enquanto povo.

Mas, como escrevia, não será o meu género de leitura. Já uma vez, há alguns anitos, comecei a ler o “Opus Pistorum” do Henry Miller, e parei ao fim de 70-80 páginas. É que eu não sabia que aquilo era completamente explícito e pornográfico. Fiquei a saber. Ponto.
Na prática, assim como os homens preferem ver uma mulher semi-nua e não completamente descascada, eu gosto de ler histórias que descrevem o ambiente, os olhares, os desejos, os pensamentos... e não a descrição exaustiva dos actos em si próprios. A explicação é muito simples: esta última opção pouco ou nada deixa à imaginação.


Voltando às coincidências. Apenas tinha começado a ler, quando alguém que me é muito querido pegou no livro, abriu-o e leu uma parte. Começámos a trocar ideias sobre que tipo de literatura nos fascina ou não, pegámos em algumas partes que criticámos e outras que enaltecemos.


No dia seguinte, li um conto interessante e profundo, estimulante mas não óbvio, ternurento, meigo e muito sensual, imaginado mas com um pequeno toque de realidade... enfim, pleno!
Mas não foi escrito pela Felina, não...

* - Isto de dividir as minhas leituras por partes em diferentes posts é só para fazer render o peixe... ou não!

quinta-feira, junho 14, 2007

Desafio: as minhas últimas 5 leituras + bonus tracks

Pois que a Teresa me fez mais um desafio…
E como o Papa até veio a rebolar desde o Bom Jesus até Fátima, e a fazer o pino até Lisboa (não viram? Realmente, estes alemães conseguem ser muuuuuiiiito discretos)… pronto, eu entrei novamente nessa!

Ora bom, sem mais delongas, as minhas últimas 5 leituras foram, por esta ordem:

- Esta manhã quando me levantei.
Olhei para o céu
Leitura – Às tantas, ainda chove…

- A seguir ao almoço, ao ver a chávena de café
Sinais de fumo
Leitura – O café ainda está muito quente, vais queimar a língua!

- Durante a tarde
Livrinho de instruções do micro-ondas
Leitura: nada de especial, era só para tirar uma dúvida

- Ainda durante a tarde
Rótulo do queijo da ilha para saber quantas calorias tem por cada 100g
Leitura: vai mas é correr para o parque. Mais um bocado e (parafraseando meu amigo incógnito, ma non troppo)… se der para meter vinho, serei um pipo!

- avozinha.xpto@hotmail.com quer adicioná-la ao msn. Clique blablabla…
A minha avó tem Messenger e acabou de me adicionar!
Leitura – O mundo está de pernas para o ar e não é só na Austrália!!!


Bonus tracks

- O que eu gostava de saber ler mas não sei: Tarot. E isso é que é uma pena, a avaliar pela potencial facturação. E carcanhol nunca é demais! Tenho o baralho aqui em casa (e ainda há quem tenha o desplante de dizer que eu não jogo com o baralho todo…) e um ou dois livros sobre isso, mas nunca avancei muito nesse campo (e ainda assim, desconfio que é desta que o meu pai me interna – desde que tenham lá internet de banda larga, até nem fico lá muito importada).

- O que eu li esta noite no olhar: dava para escrever toda uma enciclopédia! OK, pelo menos um livrito do tamanho do Guerra e Paz. Ficou gravado na minha memória. Adorei! Tudo!


Teresinha! Desculpa, mas sabes que não resisto a estas coisas. É mais forte que eu!
Mas te garanto que irei postar sobre os últimos 5 livros que li ou ando a ler, OK? É que assim é mais divertido, e o pessoal curte é andar bem disposto.