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terça-feira, agosto 07, 2007

Frases polémicas

Esta nova rubrica – a existir, já que eu mudo de ideias quase tão depressa quanto a minha rica mãezinha – vem um pouco no seguimento das ideias sem nexo. Sim, é capaz de se sobrepor um pouco, mas eu não estou nem aí com isso, tá? E não me venham chatear a bolha, que hoje, ainda que esteja muito bem disposta, tenho umas coisitas para “amandar” cá para fora, senão ainda rebento... e o assunto nem tem nada a ver comigo.

Como tal, vamos lá encher chouriço de forma a garantir o desinteresse por parte de quem me lê e, no fim (ou pelo meio) escrever o que realmente me aperta o calo hoje (esta táctica costuma funcionar... ou não!)

Frase polémica e egocêntrica

O bolo de chocolate está a fazer sucesso entre os colegas que andavam saudosos por dar uma dentada nalguma iguaria que envolvesse a minha pessoa.

Uma vez mais, concluo que gosto mesmo é de fazer os bolos e impingi-los a quem me rodeia. Quer dizer, não preciso de impingir; a verdade é que a parte que trouxe hoje para os meus colegas do estaminé já está transformada em bolo... alimentar.

Ideias avulso não necessariamente ordenadas

Admito que não tenho acompanhado o caso por aí além, pois, cada vez que me chegam dessas novidades aos ouvidos, tenho tendência para trepar pelas paredes. E, entre ontem e hoje, lá chegaram, já que vi os noticiários.

Aquela minha ideia sem nexo Beta até era lógica; mas pronto, não se pode chorar sobre o leite derramado.

Este caso é notícia há 3 meses. À conta dele, os tablóides ingleses venderam como pãezinhos quentes, a família teve uma audiência com o Papa e anda a ter férias pagas desde essa altura, o nosso país poderá ter perdido em termos de turismo (e as más percepções sobre algo são as que mais tempo duram)... a quantidade de missas, concertos, donativos, o raio que o parta (e, se este blog não fosse lido por gente decente, terminaria com a expressão “e a P%$# que o pariu!!!”) e mais sei lá o quê, pois, como antes escrevi, não estou ao corrente de tudo... mas, a avaliar pelas últimas pistas da PJ, a ser verdade... ui!, que cara de pau desta gente!

Se as suspeitas sobre os pais se revelarem verdadeiras... o choro em público... o sofrimento... os pedidos de ajuda... as viagens... as missas... a boa vontade de quem tenta ajudar... a atenção por parte dos media... o circo que se armou à volta daquilo, que até a família Beckam se envolveu nisso... as atenções... isto para não falar do acto em si (que é, no fundo, o mais importante) ou do que possa ter efectivamente acontecido, ou como, ou... eu sei lá!

Vou continuar a acreditar que não é nada disso. Porque se for...

Concluindo: uma coisa é negligência, outra é a actual suspeita. E isso, minha gente, para mim, é inqualificável.

Se comentarem, falem sobre bolos de chocolate, ok? Ou, pelo menos, não envolvam nomes. Não gostaria de ter pessoal a cair aqui por causa de buscas sobre este último assunto. Thanks!



E a música! Ai, o quanto eu gosto desta...

quarta-feira, julho 04, 2007

Ideias sem nexo – II (Short Version*)

Este post acaba mais ou menos como o anterior. Será seguramente mais curto e menos engraçado. Mas não fui eu quem começou...

Sem mais delongas, temos a ideia sem nexo Gama: a instituição do Dia Nacional da Fruta!

Na minha humilde e pouco fundamentada opinião, trata-se de uma ideia descabida porque:
- não envolve quem de direito, a saber: agricultores, produtores, importadores ou exportadores de fruta
- o site que o promove está mal conseguido
- não percebo porque raio se deverá trocar a bela da fruta fresca por uma papa embalada
- quando o Sol nasce é para todos, e haverão alimentos que se ressentirão pelo facto das respectivas classes a que pertencem não terem dia próprio.

Passemos a algumas sugestões da minha parte:

- Ideia sem nexo Delta: a criação do Dia Nacional da Hortaliça
- Ideia sem nexo Épsilon: a instituição da Manhã Internacional dos Cereais
- Ideia sem nexo Digama: a divulgação do Lusco-Fusco Mundial do Iogurte de Aromas de: Baunilha, Banana, Morango, Pêra e Alperce.
- (…)

O que, de facto, me incomoda, é: com tanto dia disto e daquilo, a coisa até perde grandemente a sua importância relativa. Porque, no fundo, ao criarmos dias para tudo e mais alguma coisa, estaremos a fazer com que assuntos que são realmente merecedores da atenção de todos, sejam diluídos no meio de outros “dias de”.

* - Toma lá morcão! É para não dizeres que não tenho poder de síntese... hehe! Beijos grandes!

Ideias sem nexo - II

Ainda não sei muito bem como irá acabar este post, mas avizinham-se aí umas três… vá lá, quatro ideias sem nexo, sendo todas no seguimento de uma outra ideia perfeitamente descabida… que (e isto é verdadeiramente inacreditável) não é minha! (leitura: o mundo está perdido; há mais quem ouse ter ideias sem nexo… e as divulgue).

Bom, agora que deixei passar aí umas 48 horas desde que devo ter ouvido falar desta ideia pela primeira vez, creio que já consigo mencionar o assunto sem urticária. Penso.
Sem mais delongas, temos a ideia sem nexo Gama: a instituição do Dia Nacional da Fruta!

Para começar, não vê envolvida nenhuma associação de agricultores, produtores, importadores ou até mesmo exportadores (e a lista pode continuar desde que as palavras terminem em “ores”) de… fruta? Como tal, não me parece ver aí uma grande massa associativa. Sim, porque nestas coisas de “dias de algo”, há que imaginar o pessoal todo junto a formar número, massa crítica, com cartazes e palavras de ordem.

Para continuar, o barulho do site irrita-me até mais não poder, pois não suporto o ruído do bater de asas de insectos. Não compreendo como é que alguém teve a ideia (peregrina) de meter um moscardo (ou lá que bicho nojento é) pelo meio.

Depois, porque não estamos a falar de fruta… como colocar isto?... hum… sei lá… fresca? Inteira? Por descascar e trincar? Quer dizer, onde é que está a dificuldade de pegar numa maçã, lavá-la… e comê-la?

Terminando as críticas fáceis e baratas (se era hoje que pensavam que iriam ler um post com contraposições sérias e já se tinham levantado para celebrar, esqueçam, isso não irá acontecer proximamente; contudo, e uma vez que já se levantaram, tragam-me um copo com água, por favor), alerto para a possível rebelião que possa surgir no seio de outros alimentos, com especial destaque para o aipo, a fartura, o bife da vazia e o patê de cogumelos. Aliás, tenho quase a certeza que isto ainda vai dar molho, pois iremos assistir a uma verdadeira luta pelo protagonismo da espécie, os alimentos ir-se-ão reunir nas suas classes e aí quero ver quem é que vai pôr termo a isto.

Mas tenho umas sugestões, que isto não é só crítica a atirar para o gratuito:
- Ideia sem nexo Delta: a criação do Dia Nacional da Hortaliça
- Ideia sem nexo Épsilon: a instituição da Manhã Internacional dos Cereais
- Ideia sem nexo Digama: a divulgação do Lusco-Fusco Mundial do Iogurte de Aromas de: Baunilha, Banana, Morango, Pêra e Alperce.
- (…)

Bem sei que nada disto faz sentido, mas, reparando bem, nem fui eu quem começou…
…mas verdade seja escrita: com tanto dia disto e daquilo, a coisa até perde grandemente a sua importância relativa. Porque, no fundo, ao estar a fazer com que tanta treta seja especial com o “dia nacional”, “dia internacional”, “dia mundial” (um dia hei-de dedicar-me a perceber a diferença entre estes dois últimos, mas agora tenho outras ideias sem nexo para pensar), fazendo até com que o mesmo dia seja dia de uns bons sete ou oito temas que não deverão ter rigorosamente nada a ver entre si, obtém-se o resultado inverso, ou seja, a banalização do mesmo.
Infelizmente, desta forma estaremos a fazer com que assuntos que são realmente merecedores da atenção de todos, sejam diluídos no meio de outros “dias de”.



E tudo isto porque se fosse a escrever sobre o que me ocupa a cabeça, teria saído qualquer coisa sobre oportunidades, certezas, timings e preços.

terça-feira, maio 15, 2007

Ideias sem nexo – I

Eis que após o “Pequenas e grandes pérolas” e o “Anúncios”, começo uma nova rubrica, o “Ideias sem nexo”. A periodicidade é quando eu quiser (lógico) e até pode ser o único (imagine-se!!! Loucura!).

Deixo duas. Aconselho vivamente a leitura apenas e somente da primeira. É que isto de dar títulos soft a assuntos mais que muito sérios, polémicos e na berlinda tem que se lhe diga. E a segunda pode chocar pela minha forma muito crua de ver a situação.

Ideia sem nexo Alfa (para ser original)

Proponho seguir e torcer por jogadores de futebol em vez de ser fã de clubes! (eu avisei que esta é uma ideia sem nexo). Ainda assim, vou argumentar, que isto não é assim tipo “ah, que giro mandar uma posta destas e depois ninguém percebe – quando, muitas vezes, por mais que me explique ninguém me entende... adiante, que se faz tarde”;

Ora nós:
- mudamos de roupa(bom, nem todos, mas desta vez estou a generalizar)/calçado/corte de cabelo
- mudamos de namorado(a)/marido(esposa)/amante/whatever
- mudamos de partido político
- mudamos de curso/emprego
- mudamos de casa/cidade/país
...
E não mudamos de clube de futebol (fora a minha mãe que torce por quem ganha, ao menos assim anda sempre contente, mas no que toca a futebol é uma vendida – também, não liga puto à bola, convenhamos).

E, na verdade, tirando o Jorge Nuno Pinto da Costa, somos os únicos (nós, os adeptos) que se mantêm ali firmes e convictos (não, não é hirtos – barras de ferro não são para aqui chamadas), enquanto que todos os outros se mudam para outros clubes e campeonatos. Bolas, mas que credibilidade é que isto dá?

Eu fiquei cheia de pena quando o Mourinho deixou o meu rico FCP e foi lá para a Bifalândia (termo emprestado da CK, embora os beefs me façam lembrar lagostas cada vez que voltam para a terra deles e se “esqueceram” que o Sol algarvio é forte e não perdoa).

Achei mal quando se decidiu “nacionalizar” o Deco; caramba, o tipo é brasileiro, bolas! (ainda que torne a nossa selecção um pouco mais compostinha, admito).

Vejo jogadores a serem comprados e vendidos (todos temos um preço, a bem da verdade) e a mudarem de camisola (nunca esta expressão fez tanto sentido) a cada 6 meses. Isto é, o clube continua, mas a equipa altera-se completamente. No limite, poderemos ter uma troca inteirinha de jogadores de um clube para o outro e vice-versa. E isto confunde, pá! (ai a minha costeleta de Floribella a vir “ao de cima” e eu que nunca cheguei a ver um episódio inteiro)

Assim por assim, mais vale escolher um jogador, ainda novo (e, de preferência, giro), em início de carreira e segui-lo, torcer por ele, acompanhar a sua ascensão (ou não, caso não vingue). Quando chegar a altura de descalçar as sapatilhas, escolhemos outro. É mais coerente, não é?

Agora que já escrevi muito e não disse nada, garantindo a perda de interesse por parte de quem aqui veio ao engano (ou seja, todos!), cá vai a segunda ideia:


Ideia sem nexo Beta

E tudo isto não teria sido evitado se tivessem arranjado uma baby-sitter?

E aqui, vale a pena argumentar?