terça-feira, março 13, 2007

Ser bem-disposta deveria obrigar a pagar imposto

Pelo menos é o que parece.

Somos um povo triste. Sombrio. Nostálgico. Mesmo quando tudo aparenta estar bem, o mais certo é ouvir um "Vou andando", ou um "Mais ou menos", ou até um "Nunca pior" cada vez que cumprimentamos alguém. É como se fôssemos obrigados a esconder a nossa felicidade, não vá acontecer algo mau de seguida e assim já estávamos preparados. Ou então é medo da inveja alheia, da dor de cotovelo.

Pois bem, aqui a je não é dessas ondas. Se me perguntam como estou, eu estou sempre óptima. Então se for um amigo giro e/ou simpático a perguntar-me o clássico "Estás boa?", adoro fazer o meu sorriso maroto nº 3 e dizer "Sempre boa!". Até já há quem o faça de propósito, começa a tornar-se uma imgem de marca.

Porra, que raio falta a esta gente? Parece que têm uma doença grave, não têm emprego (ou bracinhos para trabalhar) ou um tecto para viver! Chiça, aprendam a dar valor ao que têm!

segunda-feira, março 12, 2007

Uma coincidência não é mais do que... uma coincidência

E várias coincidências juntas, também!
Creio que me tornei céptica com o passar do tempo e deixei de acreditar que determinados cenários que se criam com uma grande fluidez não são obras do acaso; até porque, se assim fosse, o rumo teria sido diferente em muitas ocasiões. E não foi. Ponto.

Como é que vou explicar isso ao anjo que me caiu no prato da sopa este fim de semana?

Sim, é extremamente simpático, educado, inteligente e comunicativo.
Sim, temos um percurso semelhante e gostos parecidos.
Sim, partilhamos os mesmos valores.
Sim, massajou-me o ego e teve o dom de me fazer sentir uma rainha.
Até é bem parecido e tem muito bom gosto no que toca a modas.

Porra, que posso eu fazer? Ainda não deu o clique! Ainda...

De Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos. Quanto aos ventos, não sei, mas quem não anda lá muito virada para casamentos sou eu! Ainda...

E eu até gosto dos homens do Norte. Mas desta vez, parecia a cena do Forrest Gump, que desatava a correr e só parava quando o impediam de continuar. Mas não sei se o meu gosto ultrapassa a barreira do rio Minho... ainda!

terça-feira, março 06, 2007

Ainda assim, torci o nariz*

Pergunta que me consumiu até há cerca de uma hora atrás: será que alguém me saberá explicar a lógica da crónica desta manhã do Fernando Alves na TSF?

Pois que a Sinais de hoje começa bem, fiquei toda orgulhosa de mim mesma por ter reconhecido um excerto do 100 anos de Solidão logo na primeira frase, assim a seco.
Pensei: isto hoje promete, será uma lufada de ar fresco nesta rubrica, já que, embora nem sempre a ouça pois já estou a trabalhar, quando ouço fico sempre com a ideia que aquele espaço já foi bem melhor (tipo, a ideia que a maior parte das pessoas têm do Herman).

Após o excerto, eis que o mesmo foi repetido, por várias pessoas, uma de cada vez.
Bem sei que já passei (ou deveria ter ultrapassado) esta fase, lá para os oito anos de idade. Mas hoje não resisto a perguntar: porquê?

E tão teimosa sou, que fui procurar: eis aqui a resposta.

Ainda assim, não curti muito a crónica, ai não, não...


* É o mesmo que dizer: até poderia ter sido melhorzita.

segunda-feira, março 05, 2007

Extreme makeover - Sim, mudei o look do blog

Podia dedicar-me a arrumar a roupa e os sapatos que andam mal espalhados pelos armários lá de casa.

Podia deixar-me de merdas e começar a trabalhar como deve ser.

Podia até assumir que não é o blog que precisa de um novo look, mas, como mudei o meu há relativamente pouco tempo e até gosto deste, tenho de mudar qualquer outra coisa, né?

Pronto, ainda não está tudo (faltam os marcadores e actualizações de links, coisa e tal, como quem diz, rinoplastia e silicone nas mamas). A lipoaspiração (aquele cor-de-rosa já me estava a fartar um migalhito), as unhas, pestanas postiças e correcção dos dentes da frente (tretas da parte à direita) e a operação às varizes (parte dos comentários) não correram mal, a recuperação é lenta e com algumas mazelas - afinal de contas foi uma intervenção bastante invasiva.

Visto assim, como este aspecto, o meu estaminé até parece um estúdio de cinema de Hollywood (também pode ser Bollywood, há que reconhecer que esta sim, é a maior indústria de cinema do mundo).

domingo, março 04, 2007

Dia de reflexão

Domingo é o dia de reflexão por excelência. Especialmente quando fico por cá e tive noite animada no Sábado.

Pois hoje é um desses dias. Não produzo nada de jeito. OK, por vezes cozinho a sopinha para ter durante a semana, e arrumo meia dúzia de papeis que se vão acumulando na mesa da sala. Tomo banho lá para meio da tarde (done) e passo o tempo no sofá em navegações, zappings, livros, ou simplesmente a pensar na morte da bezerra (in progress).

Antes de ser arrastada para o cinema (típico da maior parte do pessoal, embora seja raro na minha pessoa) deixo o tempo passar, penso no que deveria estar a fazer mas que não me apetece mesmo nada (declaração de impostos é um exemplo) e, como sempre, concluo que, de entre os cenários de vida possíveis, escolhi o que me faz mais feliz.

Sou dotada de suficiente clareza de espírito para reconhecer a tremenda sorte que tenho com os pais e a irmã que me calharam na rifa - esses não se escolhem. Tenho as duas melhores amigas que alguém alguma vez poderia conhecer, as típicas gajas do Norte, que nunca me falharam.
Tenho uma centena de projectos na cabeça e vou avançando com alguns; os outros, a seu tempo, pois já aprendi que essa variável é fundamental (noutro dia de reflexão como este). Faço o que quero, sem me arrepender no dia seguinte.

Será que, finalmente, no alto dos meus 30 anos, me estarei a tornar uma mulher madura?
Bom, se retirarmos as bubas volta e meia, as saídas até às tantas, o facto de não estar a pensar ter a vidinha convencional que pensava ter há um ano atrás, continuar a ser sonhadora e algo ingénua, e mais duas ou três coisitas que não me recordo agora, a resposta é sim.
Embora a palavra madura me faça lembrar velha. Porra, vou mas é lavar a loiça, que isto já me está a fazer mal!

Olha agora, madura! Sensata, é mais isso. Claro que, com a quantidade de insanidades que aqui vou publicando, não terei muita credibilidade, mas enfim...