Minha gente, que fique registado que é a primeira e
última vez que respondo a desafios deste tipo. E só o faço porque as desafiadoras (
CK e
Teresa) são boa gente e eu gosto delas. Mas da próxima (que não irá existir)
nem que venha o Papa e rebolar desde o Bom Jesus até Fátima, e a fazer o pino até Lisboa… que eu não entro nessa! E tenho dito… escrito, é isso.
Entoum bamu lá…
7 coisas que faço bem: normalmente
só faço bem se gosto do que estou a fazer (faço bem => gosto); já o inverso (gosto, logo faço bem) nem sempre acontece e esta é uma das propriedades da lógica. Por exemplo, eu adoro cantar, mas… desgraçadinho de quem estiver à minha beira e não seja completamente surdo!
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Cozinhar: adoro passar horas na cozinha a preparar entradas, sopas, pratos simples, elaborados, por receita ou inventados, doces com frutas pelo meio e achocolatados!
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Beijar: trincar, mordiscar, lamber, saborear, aproximar, fugir, apreciar, desfrutar de uns lábios grossos, sensuais e com muita vontade.
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Mimar: adoro fazer festinhas, dar miminhos, beijinhos à esquimó, abraços, dizer que gosto da pessoa... enfim, sou uma dada do caraças! Hoje em dia, apenas o faço a muito pouca gente (lógico), não vá ser confundida com uma fácil. E porque nem todos merecem.
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Dançar: quer dizer, dizem que danço bem, que tenho um movimento de ancas muito particular. A verdade é que nunca aprendi, sinto o ritmo, fecho os olhos e cá vai disto (e depois não me lembro de nada que tenha acontecido à minha volta, porque não vi!, estava num universo paralelo). Adoro dançar a pares, sentir o movimento da outra pessoa, a adaptação, o acompanhar a ligeira mudança no passo; em situações muito raras, pode ser o verdadeiro sexo na vertical!
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Conversar e desconversar: para mim, vêm em conjunto. Adoro conversas a dois ou com grupos pequenos, é mais íntimo e fluído. As desconversas podem ser muito reveladoras ou divertidas.
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Conduzir: há uns anos atrás, um amigo dizia-me “eh pá, tu, para gaja, conduzes como um homem!”; sou extremamente desenrascada no trânsito, não engonho na estrada e já não tenho “azares” há cerca de 9 anos.
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Partilhar: sem explicação. É o que eu sou e não há nada a fazer. Ponto.
Uma
coisita que já fiz muito bem: coçar o umbigo na diagonal (expressão equivalente ao clássico “coçar a micose”). Mas essa já era, agora gosto de ocupar o meu tempo com algo mais produtivo. Mas era mesmo muito boa nisso. Aprendi com um membro da família, mais novo, que ainda hoje tem um ou outro ataque de “preguicite aguda” (a fase crónica foi às urtigas e nunca mais de lá saiu).
7 coisas que não faço ou não sei fazer (podem ser só
5? Oh, vá lá!!!!):
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Mentir: se o fizer é porque se trata de uma mentirinha piedosa e reponho a verdade o mais depressa possível (nem sempre fui assim, mas a beleza da vida está no crescimento enquanto pessoa, certo?); e sou muito má nisso! E detesto que me mintam!
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Estar calada em certas alturas: tenho a coração na boca! Mas estou bem melhor…
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Perder tempo com quem não me interessa (tempo = recurso escasso; meus amigos, tenho mais que fazer na vida).
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Arranjar-me (pés, mãos, cabelo, makeup… tudo o que seja coisa de gaja); graças aos Céus que existem cabeleireiros, esteticistas e afins!
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Juízos de valor: tento não fazer; cada um é que sabe de si.
7 coisas que me atraem no sexo oposto: para mim, é sexo complementar, sff. É que há homens que conseguem fazer-me sentir assim… completa? Preenchida? Mais feliz do que o habitual?
Cheiro, sorriso, toque, sentido de humor, inteligência, olhar, química… muita química! (e muito mais, mas eram só 7, certo?)
Muitas coisas que digo frequentemente: uuuiii, eu sou a moça das expressões! Tenho um rol daqueles; um leque vastíssimo. Algumas ouvi, outras inventei, outras ainda adaptei. A esta altura, já nem sei o que é meu e o que ouvi dizer… quase todas são acompanhadas por uma vincada expressão facial / corporal, tenho uma linguagem não-verbal fortíssima.
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“…ou não!”
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“(dei)xalá isso!” (alternada com o
“não te incomodes” ou o
“deixa-te estar”)
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“oblá ó murcoum!”-
“daqui até meio da China”
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“é isso tudo!, e mais um par de botas…”
- fazer a cara séria número 56 e dizer
“oblá, tu não me falas assim!” e partir-me a rir de seguida, com as expressões de atrapalhação do pessoal;
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“…ou isso!” (quando alguém diz alguma coisa que tem zero a ver com o que eu disse… mas não me apetece continuar a conversa; ou quando dou razão… sem dar muita razão).
E muitas outras…
“… já foste!”,
“foste de vela… ardeste!”,
“não me prejudiques!”,
“troca o passo e siga a dança”,
“bamulá queu não tenhoodia todo”,
“deves pensar que eu sou a Santa Casa da Misericórdia, não?”,
“é sentar que já não chove”,
“ya, isso é tão fixe quanto espetar facas nas costas”,
“és linda, mãezinha!”,
"interessa-me tanto quanto o processo de fabrico da manteiga"…
…e a clássica
“Sempre boa!” quando me perguntam se estou boa.
Uma actriz: Jessica Rabbit (infelizmente, apenas entrou num filme, por falta de visão dos gajos de Hollywood).
(não estavam à espera que a Actriz Principal fosse enumerar actores e actrizes a sério, pois não?)
Neeeext!
1 – Quem admiro? Se tivesse de escolher apenas uma pessoa… não teria a menor dúvida: o meu pai!
2 – O que faço nas horas vagas? Leio, escrevo, viajo, apanho Sol, caminho, conheço pessoas, cozinho, convivo, partilho, aprendo, durmo. As horas deixam de ser vagas para passarem a fazer sentido.
3 – Característica que mais gosto em mim: estou dividida entre a versatilidade e a independência.
4 – Defeito: muitos! Sempre a tentar melhorar; cada dia que passa é um dia de aprendizagem, de melhoria. Talvez o pior seja a intolerância.
5 – O que não suporto nos outros: falta de lealdade; mentira; desfaçatez; falta de visão, não gosto de pessoas que se limitam a si próprias; fatalismo; preconceito.
6 - Medo: de tudo! Encaro-o de frente, em jeito de desafio. Afinal de contas, saí a ganhar a maior parte das vezes. E quase como se não tivesse medo de nada.
7 – Uma lembrança de infância: o dia em a minha irmã nasceu (eu já tinha 7 anos e meio) e eu fui vê-la à maternidade; esqueci a minha mãe e o ramo que tinha na mão para ela. Tudo o que me interessava era a mana.
8 – Uma mania: inventar piadas para quase todas as situações; ajuda a ultrapassar…
9 – Uma viagem inesquecível? Muitas! Moçambique e África do Sul, México, Cuba, Argentina… os 3 anos em Itália, foi uma viagem quase sem retorno.
10 – Um homem bonito: o meu pai.
11 – Uma mulher bonita: a minha mãe.
12 – Livro de cabeceira – muitos e variados. Lista enorme, esqueçam!
13 – Canção da minha vida – são muitas e com estilos variados. Esqueçam esta também!
14 – Sou péssima em… já respondi ali em cima…
15 – Sou boa em… idem aspas…
Não passo o desafio! Se alguém quiser responder, que o faça. Já agora, que me avise, para eu ir cuscar.
E agora, se não se importam, vou um instantinho para aquele canto botar a roupinha novamente. É que, de repente, estou a sentir-me assim um tanto… despida?