quinta-feira, maio 10, 2007

Ciclos repetidos e golpes baixos

Não é sobre o ciclo da água que aprendemos na escola primária (sim, eu ainda sou do tempo em que se aprendia isso na 4ª classe, ou coisa parecida – não é como agora, ai não, não! E a professora dava cocinha... ai dava, dava. E ninguém ficou traumatizado por isso.)

Não é sobre o ciclo do carbono, tão na moda que está; afinal de contas, fica sempre giro ter preocupações ambientais. Sei lá, é bem. Mas não é sobre isso.

E ainda menos sobre ciclos viciosos ou virtuosos (Nota: 10º dia sem tocar num cigarro!!!!! E a balança a aumentar... mas só um bocadinho! Afinal de contas, bikini season is on the way...)

É mesmo sobre algo mais terra-a-terra: os meus pés. Ou seja, estes desgraçados que aguentam com o meu flutuante peso, sofrem desgraças e mazelas repetidamente, sendo as mesmas agravadas a cada 6 meses. Porquê? Por causa da mudança de calçado.

Sensíveis como são (mas feios que dói, coitadinhos!) criam as bolhitas da praxe cada vez que volto a calçar ou as botas, ou a linda sandaleca.

Obviamente, acabei de entrar na fase sandália... a minha preferida.

Ainda que possua vários pares que insisto em ter no armário, acabo quase sempre por usar apenas dois ou três. No fim do Verão do ano passado (saldos, entenda-se) ganhei (mãezinha, és linda!!!) um par fabuloso, hiper original, branded – Moschino Cheap and Chic, just for the record – vermelho, tacão de Madeira, altíssimo, fivela no tornozelo, e... tomates e massas na frente, a saber: penne e farfalle. Lindos! São verdadeiras peças de museu, daquelas que conseguem transformar uns pés horríveis, gorduchinhos, redondinhos a la elefantinha (os meus), em uns género diva do cinema (quaiquer outros que não os meus). São os que tenho calçados enquanto escrevo estas linhas.

Contudo, está visto que:

- a usar tacões altos (ontem durante a maior parte do dia e durante a saída nocturna)

- a perder-me em passeios e caminhadas velozes cada vez que me perco nos pensamentos (só ontem, quando dei conta, já estava a chegar ao Saldanha a pé e eu não moro propriamente por aquela zona – mas tinha calçado as sapatilhas, aka sapatos de ténis, para o pessoal do Sul)

- a dançar impiedosamente cada vez que saio (com ou sem tacões)

- a “re-habituar-me” ao calçado de Verão...

... temo que os desgraçados dêm o grito do Ipiranga... e não tarda muito.

Eu ignoro os seus pedidos de clemência, é verdade, mas... meus queridos pezinhos que me levam para todo o lado: fica aqui a promessa que este Sábado irei tratar de vos deixar entregues a uma baby-sitter que vos irá mimar até mais não! Como vós mereceis! E eu também...

quarta-feira, maio 09, 2007

O único adeus que me resta

Ontem vi-te pela última vez... nos olhos do teu irmão. Éreis tão parecidos! Mas os seus olhos estavam vazios de alegria e cheios de sofrimento.
E tu não eras assim!


Não sei se já encontraste o teu caminho de Luz ou se ainda passeias, confuso, por aqui. Afinal, não esperavas por essa.
Nem nós!


Nunca me arrependo do que faço, pois o que sou hoje é o resultado das minhas escolhas. Mas, se eu soubesse... tinha mandado os discursos à fava e escapado contigo naquela tarde para irmos beber uns canecos na esplanada, comer amendoins e tremoços e, pela primeira vez, cumprir a promessa de nos encontramos lá fora.
Foste embora cedo demais!


(Saber que um colega, excelente pessoa,
aos 33 anos é vítima de um acidente de viação
causado por um energúmeno assassino e cobarde, verdadeiramente inqualificável,
deixa-me impotente,
vazia,
faz-me repensar)

segunda-feira, maio 07, 2007

Os desafios, o camandro, o catano… e o caneco

Minha gente, que fique registado que é a primeira e última vez que respondo a desafios deste tipo. E só o faço porque as desafiadoras (CK e Teresa) são boa gente e eu gosto delas. Mas da próxima (que não irá existir) nem que venha o Papa e rebolar desde o Bom Jesus até Fátima, e a fazer o pino até Lisboa… que eu não entro nessa! E tenho dito… escrito, é isso.

Entoum bamu lá…

7 coisas que faço bem: normalmente só faço bem se gosto do que estou a fazer (faço bem => gosto); já o inverso (gosto, logo faço bem) nem sempre acontece e esta é uma das propriedades da lógica. Por exemplo, eu adoro cantar, mas… desgraçadinho de quem estiver à minha beira e não seja completamente surdo!

- Cozinhar: adoro passar horas na cozinha a preparar entradas, sopas, pratos simples, elaborados, por receita ou inventados, doces com frutas pelo meio e achocolatados!

- Beijar: trincar, mordiscar, lamber, saborear, aproximar, fugir, apreciar, desfrutar de uns lábios grossos, sensuais e com muita vontade.

- Mimar: adoro fazer festinhas, dar miminhos, beijinhos à esquimó, abraços, dizer que gosto da pessoa... enfim, sou uma dada do caraças! Hoje em dia, apenas o faço a muito pouca gente (lógico), não vá ser confundida com uma fácil. E porque nem todos merecem.

- Dançar: quer dizer, dizem que danço bem, que tenho um movimento de ancas muito particular. A verdade é que nunca aprendi, sinto o ritmo, fecho os olhos e cá vai disto (e depois não me lembro de nada que tenha acontecido à minha volta, porque não vi!, estava num universo paralelo). Adoro dançar a pares, sentir o movimento da outra pessoa, a adaptação, o acompanhar a ligeira mudança no passo; em situações muito raras, pode ser o verdadeiro sexo na vertical!

- Conversar e desconversar: para mim, vêm em conjunto. Adoro conversas a dois ou com grupos pequenos, é mais íntimo e fluído. As desconversas podem ser muito reveladoras ou divertidas.

- Conduzir: há uns anos atrás, um amigo dizia-me “eh pá, tu, para gaja, conduzes como um homem!”; sou extremamente desenrascada no trânsito, não engonho na estrada e já não tenho “azares” há cerca de 9 anos.

- Partilhar: sem explicação. É o que eu sou e não há nada a fazer. Ponto.


Uma coisita que já fiz muito bem: coçar o umbigo na diagonal (expressão equivalente ao clássico “coçar a micose”). Mas essa já era, agora gosto de ocupar o meu tempo com algo mais produtivo. Mas era mesmo muito boa nisso. Aprendi com um membro da família, mais novo, que ainda hoje tem um ou outro ataque de “preguicite aguda” (a fase crónica foi às urtigas e nunca mais de lá saiu).

7 coisas que não faço ou não sei fazer (podem ser só 5? Oh, vá lá!!!!):

- Mentir: se o fizer é porque se trata de uma mentirinha piedosa e reponho a verdade o mais depressa possível (nem sempre fui assim, mas a beleza da vida está no crescimento enquanto pessoa, certo?); e sou muito má nisso! E detesto que me mintam!

- Estar calada em certas alturas: tenho a coração na boca! Mas estou bem melhor…

- Perder tempo com quem não me interessa (tempo = recurso escasso; meus amigos, tenho mais que fazer na vida).

- Arranjar-me (pés, mãos, cabelo, makeup… tudo o que seja coisa de gaja); graças aos Céus que existem cabeleireiros, esteticistas e afins!

- Juízos de valor: tento não fazer; cada um é que sabe de si.

7 coisas que me atraem no sexo oposto: para mim, é sexo complementar, sff. É que há homens que conseguem fazer-me sentir assim… completa? Preenchida? Mais feliz do que o habitual?

Cheiro, sorriso, toque, sentido de humor, inteligência, olhar, química… muita química! (e muito mais, mas eram só 7, certo?)


Muitas coisas que digo frequentemente: uuuiii, eu sou a moça das expressões! Tenho um rol daqueles; um leque vastíssimo. Algumas ouvi, outras inventei, outras ainda adaptei. A esta altura, já nem sei o que é meu e o que ouvi dizer… quase todas são acompanhadas por uma vincada expressão facial / corporal, tenho uma linguagem não-verbal fortíssima.

- “…ou não!”
- “(dei)xalá isso!” (alternada com o “não te incomodes” ou o “deixa-te estar”)
- “oblá ó murcoum!”
- “daqui até meio da China”
- “é isso tudo!, e mais um par de botas…”
- fazer a cara séria número 56 e dizer “oblá, tu não me falas assim!” e partir-me a rir de seguida, com as expressões de atrapalhação do pessoal;
- “…ou isso!” (quando alguém diz alguma coisa que tem zero a ver com o que eu disse… mas não me apetece continuar a conversa; ou quando dou razão… sem dar muita razão).

E muitas outras… “… já foste!”, “foste de vela… ardeste!”, “não me prejudiques!”, “troca o passo e siga a dança”, “bamulá queu não tenhoodia todo”, “deves pensar que eu sou a Santa Casa da Misericórdia, não?”, “é sentar que já não chove”, “ya, isso é tão fixe quanto espetar facas nas costas”, “és linda, mãezinha!”, "interessa-me tanto quanto o processo de fabrico da manteiga"

…e a clássica “Sempre boa!” quando me perguntam se estou boa.

Uma actriz: Jessica Rabbit (infelizmente, apenas entrou num filme, por falta de visão dos gajos de Hollywood).
(não estavam à espera que a Actriz Principal fosse enumerar actores e actrizes a sério, pois não?)


Neeeext!

1 – Quem admiro? Se tivesse de escolher apenas uma pessoa… não teria a menor dúvida: o meu pai!

2 – O que faço nas horas vagas? Leio, escrevo, viajo, apanho Sol, caminho, conheço pessoas, cozinho, convivo, partilho, aprendo, durmo. As horas deixam de ser vagas para passarem a fazer sentido.

3 – Característica que mais gosto em mim: estou dividida entre a versatilidade e a independência.

4 – Defeito: muitos! Sempre a tentar melhorar; cada dia que passa é um dia de aprendizagem, de melhoria. Talvez o pior seja a intolerância.

5 – O que não suporto nos outros: falta de lealdade; mentira; desfaçatez; falta de visão, não gosto de pessoas que se limitam a si próprias; fatalismo; preconceito.

6 - Medo: de tudo! Encaro-o de frente, em jeito de desafio. Afinal de contas, saí a ganhar a maior parte das vezes. E quase como se não tivesse medo de nada.

7 – Uma lembrança de infância: o dia em a minha irmã nasceu (eu já tinha 7 anos e meio) e eu fui vê-la à maternidade; esqueci a minha mãe e o ramo que tinha na mão para ela. Tudo o que me interessava era a mana.

8 – Uma mania: inventar piadas para quase todas as situações; ajuda a ultrapassar…

9 – Uma viagem inesquecível? Muitas! Moçambique e África do Sul, México, Cuba, Argentina… os 3 anos em Itália, foi uma viagem quase sem retorno.

10 – Um homem bonito: o meu pai.

11 – Uma mulher bonita: a minha mãe.

12 – Livro de cabeceira – muitos e variados. Lista enorme, esqueçam!

13 – Canção da minha vida – são muitas e com estilos variados. Esqueçam esta também!

14 – Sou péssima em… já respondi ali em cima…

15 – Sou boa em… idem aspas…



Não passo o desafio! Se alguém quiser responder, que o faça. Já agora, que me avise, para eu ir cuscar.


E agora, se não se importam, vou um instantinho para aquele canto botar a roupinha novamente. É que, de repente, estou a sentir-me assim um tanto… despida?

domingo, maio 06, 2007

O Reiki, a vida, as escolhas, o passado, o futuro: tudo isso... e mais um par de botas!

Notas (a mania das listas está de volta):

1 - Está prestes a terminar o meu 6º dia sem fumar!
2 - Obrigada pelas mensagens de apoio, as dicas, o voto de confiança... a p%$# da pressão; enfim, é ver-me a mascar pastilhas, comer rebuçados sem açúcar, lamber chupa-chupas, trincar paus de canela, roer maçãs, beber litradas de água. Não optei (pelo menos ainda) pelos adesivos.
3 - A minha sanidade mental continua no mesmo nível (baixinha baixinha...); logo, não será por aí que terei problemas.
4 - Ando com uma fome de leão; e sim, será por aqui que poderei ter problemas!
5 - As respostas aos desafios da CK e da Teresa virão no próximo post, está prometido.


Bom, indo ao que interessa: passei o Sábado a fazer o curso de nível I (Shoden) de Reiki. Estava para o fazer desde Janeiro, mas havia sempre algum acontecimento que estava a impedir... não fui contra os desígnios do Universo... ontem foi o dia, pois então.

Ora, isso quer dizer que, se antes as minhas mãos já irradiavam energia... então agora... ui ui!


Curiosidades:

1 - Éramos 9... mulheres. A minha pergunta é: porquê só gajas?
2 - Quase todas procuravam no Reiki a solução para os seus mais diversos problemas. Sinceramente, achei estranho. Quer dizer, problemas todos temos, mas acredito que a resposta deverá ser encontrada em nós próprios; enfim, cada um faz como entende.
3 - Durante as várias sintonizações, senti... formigueiro na parte da testa onde, teoricamente, se encontra a terceira visão... e um imenso calor a brotar da palma das mãos.
4 - "Evolução
Ama-te mais, conhece-te mais e estarás a acelerar a tua evolução. A melhor forma de evoluir é INvoluindo. tu és um oceano de sabedoria. Sabias?"
Não irei desenvolver este ponto, mas percebi perfeitamente porque me apareceu à frente.

Em suma, foi muito gratificante. E ganhei um certificado! Já sou terapeuta Reiki de 1º grau, oh yeah!


Obviamente, com as energias nos píncaros, eis que fui sair, está-se mesmo a ver.

Noite muito sui generis, altamente reveladora.
Para começar, pela primeira vez na vida, há coisas que não me lembro de terem acontecido; e eu nunca apaguei anteriormente. Nunca!
Depois, não me lembro de ter tido tanto gajo desconhecido à minha volta. Aparentemente, até dei uma chapada (ou duas) num, sem querer, enquanto dançava. Era porque estava perto demais, só pode (danço muito com os olhos fechados, ficando completamente alheia ao que se passa à volta - pelos vistos, há quem saiba contar bem essa, pois ri-me que nem uma perdida com o relato).
Por fim, pelas conclusões que tirei.


Se calhar está na altura de deitar fora o bilhete para a montanha-russa e navegar novamente no mar da tranquilidade.
Se calhar começo a ouvir vezes demais que sou uma pessoa especial e a prestar atenção a isso vezes "de menos".
Se calhar...

quinta-feira, maio 03, 2007

Admito: preciso de ajuda!

É oficial: este é o meu 3º dia sem fumar e estou a subir pelas paredes!

Para além da imensa vontade de descer para ir fumar um cigarrito (só um... não!, não posso entrar nessa!!!).

Sinto-me frágil... vulnerável... rendida...

Preciso de ajuda! Ao fim da tarde irei à farmácia a ver se arranjo qualquer coisa para melhorar esta ansiedade tabagística. Após isso, se, ao passarem pela rua, virem uma gaja com aqueles autocolantes até na testa, provavelmente serei eu.

Agradeço mensagens de apoio! Chamadas telefónicas! SMS! Mails!

Agradeço que me enviem chiclets sem açúcar; testemunhos de pessoal que tenha abandonado o vício sem espetar mais de 4 facas nas costas por dia; sem ganhar os 10 kgs da praxe nos primeiros 2 meses; SOCORRO!!!

A verdade é que seria capaz de sucumbir mais depressa a algo mais fácil de resistir (neste momento qualquer outra coisa é incomparavelmente mais fácil de lhe dizer não... a não ser a comida!!!), só pelo orgulho de manter a promessa que fiz a mim mesma: deixar de fumar a partir de 1 de Maio.