sexta-feira, agosto 31, 2007

Para que serve um blog? – III (O Regresso da Estrela)

(Nota: tu – obrigada por mais um Schmooze, já o vendi; sou uma gaja preguiçosa e não gosto de limpar o pó, aspirar ou lavar a loiça; daí não mostrar prémios, fazer nomeações… ah!, e quebro desafios como quem ignora chain letters. A maldição da múmia que enviou por mail a última destas coisas, aí há uns 5.300* anos atrás** deve ter-se abatido sobre a minha pessoa, a avaliar pela gripe com que estou)

Ora cá vai a terceira e (agora posso afirmá-lo) última parte da minha reflexão sobre blogs em geral e sobre o meu em particular. E se não for a última, passa já a ser, que até eu estou farta disto!

O meu blog hoje serve para felicitar esta menina pelo seu aniversário! Parabéns, sua chungosa, espero que passes um dia excelente, que tenhas muitas prendinhas e que o futuro continue a sorrir-te, pois bem o mereces!

Serviu igualmente para me manter agarrada à promessa que fiz a mim mesma de deixar de fumar. Quanto mais publicitei, mais subi a parada… e mais frases de apoio recebi… e estou há quatro meses sem tocar num cigarro. E ainda trepo pelas paredes (se usasse as cuequinhas por cima das calças, teria sido facilmente confundida com a mulher-aranha, essa pindérica), mas estou bem melhor. Obviamente, não foi pelo facto de dizer a meio mundo (e a mais um jovem toxicodependente oriundo de uma família de risco) que tinha deixado de fumar, e sim porque disse a mim mesma que o faria. Mas as frases de apoio ajudaram.

O meu blog serve para exorcizar os meus fantasmas. Publiquei alguns textos que escrevi enquanto salgava a roupa com lágrimas e muito ranho (enfim, um nojo, coisa para esquecer...), de cara inchada e “brumelha”, a soluçar, tristinha, tristinha... outros (aqueles mesmo pesados) nem sequer aqui apareceram... e já foram devidamente eliminados do laptop (eu escrevo e publico por impulso; a excepção é mesmo esta reflexão sobre o blog que, por ser comprida, teve de ser minimamente estruturada).

À conta de ter um blog, conheci algumas pessoas, todas elas com blog. Nem todas são o que apregoam ser mas, e como muito bem escreveu o Melões no seu post, “E se metade do que leio é mentira, também será metade do que ouço.”; ou seja, ninguém está livre de ser desagradavelmente surpreendido, não necessita de ser através da net que vem a facada. Os maiores desgostos que tive foram com pessoas de carne e osso que pensava conhecer... if you know what I mean...

Ultimamente, tenho usado o meu blog para ordenar (de modo a ter sempre à mão) músicas que gosto (ou pensavam que era para os meus 4 leitores mais ou menos fieis, a saber: mãe, pai, mana e gata… estava era a dar-vos música!).

Eu digo sempre a quem me lê: não tentem perceber-me através do que está escrito no meu blog. Não é um diário. Portanto, não existe a preocupação de contar a verdade tal qual é; muitas vezes, ficam apenas rasgos do que foi.

Por vezes são opiniões, a maior parte devidamente infundada.

Outras (a maioria, mesmo) são o que os dedos começam a escrever. Cada vez mais, se tiver uma frase à minha frente, torna-se mais ou menos fácil escrever sobre a mesma, ou fugir dela e fazer uma ligação mais ou menos coerente no fim.

Fiquei lixada da vida esta semana, quando recebi um telefonema em que, no meio da conversa, me disseram: “Olha, estive no teu blog e li o que escreveste. Sabes o que quer dizer cara metade? É que estás a dizer que és lésbica! O que vale é que a maior parte das pessoas que te lê não te conhece, senão ficará a pensar coisas erradas a teu respeito.” Bom, eu diria precisamente o contrário: quem me conhece, sabe como sou e não dá a mínima para as patacoadas que escrevo. Por outro lado... e se fosse?

Curiosamente, até há quem não me conheça e que me comente volta e meia, o que eu acho fantástico, considerando que existe uma infinidade de blogs muito mais interessantes e melhor estruturados do que o meu***. Mas o meu é para mim. Acontece que está na net e há quem cá venha. E serão sempre bem-vindos, desde que venham por bem!


Já agora, para quem se dá ao trabalho de me ler: para que serve um blog?
E, mudando completamente de pergunta: para que serve o vosso blog?

E agora, em consonância com esta maneira de ser tão minha que, a cada ano e meio mudo de emprego (e ainda dizem que os ciclos são de 7 anos, e tal...), hoje mudo igualmente a banda sonora. Juntando isto a outras gracinhas da minha autoria, creio que se um dia acalmar, é porque algo não bate certo... ou bate demasiado certo...


* - Para que não achem um exagero a data, vão aqui. Por mera coincidência, tinha colocado este número, depois eu própria achei um exagero. Mas fui verificar aqui e interessei-me pelo tal Ötzi. Deixei ficar e concluí que o meu blog também tem aspirações didácticas

** - Claro que já havia net nessa altura! Helllloooooo!!

*** - Este fenómeno pode ser explicado à luz da teoria económica que considera a informação imperfeita e os custos de acesso à mesma, medidos através do tempo que se gasta à sua procura. Uma vez que andamos à procura de algo que nos entretenha, não será necessário encontrar o melhor blog de todos os tempos, bastando um que seja razoável. Certo?

quinta-feira, agosto 30, 2007

Interrupção da dissertação sobre para que serve o meu blog


As notas ficam para outro dia, a dissertação também, assim como as respostas aos comentários...

Estou doentinha! Quero mimo...

Pronto, não serve de nada, nem me impede de vir trabalhar (que remédio, logo hoje que tenho mesmo de trabalhar, senão nunca mais passo o conhecimento aos coleguinhas e me livro deste emprego), mas fico um pouco fiteira, com comportamentos de menina pequenina, faço beicinho, carinha triste, entaramelo a língua a falar e passo o dia a dizer “ai!, que eu estou tão mal...” numa vã tentativa de chamar a atenção. Até à data, nunca resultou...

Mas sim, desde ontem que estou com muitas dores de garganta (cá para mim, não disse tudo o que tinha a dizer e fiquei com alguma coisa atravessada a envenenar-me a dita), dores de cabeça, tremeliques, tonturas e muita tosse (e eu que pensava que só tinha destas coisas quando fumava). Enfim, mais três dias... e adeus Actriz Principal (escrevo isto com uma mão enquanto chego as costas da outra à testa, fingindo estar às portas da morte, quando o que quero mesmo é verificar se estou com febre).

Ai!

quarta-feira, agosto 29, 2007

Para que serve um blog? – II (A Revolta da Heroína)

(Nota 1: à medida que a minha reflexão avança, o nível de insanidade também… o post anterior parece-me mais sério do que este… este é muito ao meu jeito, ou seja, sem jeitinho nenhum…completamente prá tánga…vejamos se existirá um terceiro… mas este é para abandalhar completamente… senão ainda rebento!!!)

(Nota 2: tu, tu, tu e tu… e espero que a coisa fique por aqui: obrigada pelos Schmooze e pela outra coisa que não percebi lá muito bem o que era, mas aquilo tinha prazo de validade… e já foi… pronto, já mencionei o facto! Tu: porque raio é que são os meus amigos que me lixam, lançando-me desafios? Se eu responder, vais esperar ainda mais, que isto não são discos pedidos e eu não curto desafios! Pior ainda: tu sabes disso! Ainda pior: fizeste de propósito, que eu bem sei.)

(Nota 3: OK, discurso de agradecimento: quero agradecer aos meus pais, irmã, avós, tios, primos, gata, dama de companhia, governanta, mordomo, jardineiro, motorista, RP, cabeleireira, esteticista, manicure e pedicure, dentista, psiquiatra, velhinha que atropelei numa passadeira há muitos anos atrás (daí não agradecer igualmente ao meu oftalmologista), cirurgião plástico, personal trainer, amigos chegados, amigos mais-ou-menos, conhecidos, vizinhos, fãs em geral e cidadãos anónimos em particular, estes prémios/nomeações/distinções/festinhas-no-pêlo – vocês querem qualquer coisa de mim, nada na vida é de graça, eu bem sei…)

Bom, agora que pelo menos uma mosquinha (deixem-me acreditar que existe pelo menos um ser que reflecte sobre o que escrevo!!! Não tirem o doce a esta criança!!! – OK, já falei em comida neste post… adiante!) ficou a pensar sobre aquilo de rodear o blog de atenções quando se tem mais tempo livre (vou fazer uso disto a título ilustrativo, agradecendo desde já ao autor do post este meu à-vontadinha), continuo nesta minha introspecção sobre para que raio serve o meu blog.

Como pude ainda esta semana constatar, o meu blog serve para verificar se eu sou uma gaja popular. Ora, esta síndrome de popularidade já me deveria ter passado na adolescência (há cerca de 15 dias atrás, portanto), mas é bonito verificar que se mantém, que a minha idade mental continua à volta dos 15-16 anitos (se forem bem puxaditos, claro!).

Este blog serve para eu me armar aos cucos e impressionar gajos giros. Como gosto de fazer as coisas ao contrário, em vez de me promover no blog, promovo o meu blog (por acaso, é raro fazê-lo, mas tenho de começar a piadinha de alguma forma, não?).

Fica sempre bonito dizer, no meio de uma conversa, “ah! e tal, eu tenho um blog…”, fazer aquele ar distante, à espera de ouvir um interessado “ai sim? e então, qual é?” ou ter o azar de levar com um “já ouvi falar nessas coisas, não tenho tempo para isso” (tradução: “essas modernices não me atraem nem por nada, é só pessoal que tem a mania que chegará um dia a prémio Nobel; eu bem sei, tu nunca me enganaste, ainda que tenhas esse ar angelical de miúda esperta, estás é armada em fina, que helicópteros como tu (a saber: gira e boa) são burras que nem botas de tropa; o que tu queres sei eu, mas não precisas de te esforçar tanto, eu sou um gajo fácil, deixa-me só acabar esta cerveja e já tento beijar-te, hehe!”) (tradução da tradução: há que ter em conta que muito do que não está escrito é porque foi lido na expressão facial, uma vez que, frente-a-frente, 90% da comunicação é não verbal) (tradução da tradução da tradução: ou seja, a minha conclusão para quem me diz isso: “coleguinha, já foste!”).

Como acabei de exemplificar neste post, o meu blog serve para eu me divertir.

E aqui fecho a segunda parte. Vem aí uma terceira, que se adivinha última. A ver vamos...

terça-feira, agosto 28, 2007

Para que serve um blog? – I

Vou fingir que sou uma tipa organizada. Afinal de contas, neste mundo podemos fingir ser quem quisermos (ainda que a mentira tenha pernas curtas) e nem se trata de uma mentira. Simplesmente, eu sou organizada para o que é realmente importante... e este mundo não o é. Contudo, isto dá pano para mangas e o melhor será dividir este post em partes. Fica aqui a primeira de ainda-não-sei-quantas, que eu sou organizada, ma non troppo.

Enquanto lia o último post do Melões (este) e já pensava numa infinidade de ideias relacionadas com o mesmo, vou numa de comentar e dizer que vou escrever sobre o assunto, e percebo que também a CK tem a mesma ideia (se ainda não publicou nada, deve estar aí a sair, que a gaja, se diz que o faz, faz mesmo). Não me espanta absolutamente nada que andemos de alguma forma à volta do mesmo, já que nos conhecemos de outras guerras, fomos/somos emigrantes e temos apenas dias de diferença nas nossas idades.

Como o Melões tão bem escreve, há blogs sobre tudo.
Eu acrescento: e há blogs para tudo!

Alguns foram criados aquando do nascimento dos filhos, sendo um diário online da vida dos rebentos. Já vi um ou outro e, regra geral, a partir de um existe uma infinidade de links para os restantes, uma vez que que é normal criarem-se comunidades à volta de interesses comuns. Se eu quiser saber qual é o supermercado com as fraldas mais baratas, ou qual a papa que está na moda, facilmente terei acesso a válidas opiniões de outros pais especialistas. Acho uma ideia hiper engraçada, sobretudo daqui a uns anos, quando a miudagem já souber ler, poder “recordar” determinados episódios da sua infância. Desaconselho a publicação de fotos da criançada, mas cada um sabe de si...

Outros falam de sexo... ou da falta dele por parte de quem escreve... ou de como gostavam que fosse...

Já outros são sobre futebol, sobre a vida, o amor e o cinema mudo francês. Mas não é sobre isso que quero escrever.


Bom, eu não falo pelos outros... portanto... afinal de contas, para que serve o meu blog?

Quando comecei o dito, fruto de uma ideia meia amadurecida (queria escrever), meia espontânea/insensata/sem esqueleto (não sabia sobre o quê) tão típica da minha pessoa, não imaginava que estava a entrar numa comunidade... comunidade essa que se cria à volta da personalidade que temos (nuns casos) ou aparentamos ter* (infelizmente em muitos outros casos... a boa notícia é que a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima!).

O meu blog serve de terapia a maior parte do tempo. É aqui que escrevo sobre o que bem me apetece; sobre o que gosto e sobre o que me preocupa; sobre o tempo e sobre psicologia invertida; sobre o sofrimento e sobre a estupidez que é a programação novelística do horário nobre; sobre festas em que me diverti como uma doida e sobre o último livro que me tirou o sono.

Sobretudo, serve para organizar ideias. Uma vez que tenho a característica (algo desvantajosa a maior parte das vezes, confesso) de pensar em várias coisas ao mesmo tempo, escrevo sobre um tema enquanto estou com outra parte do cérebro noutra onda - normalmente, aquela que realmente importa.

Ainda mais importante: eu escrevo mais quando tenho menos para fazer; é lógico, disponho de mais tempo...

(esta parte foi propositadamente deixada em aberto; vou apelidar este momento como “momento de reflexão” ou melhor: síndrome do espelho, pois, não será necessário reflectir muito para perceber que este pensamento sobre mim reflecte as simetrias com os outros... e já estou a fazer a papinha toda... bom, este post terá continuação).


* - Para estes casos, ouvi dizer que em www.secondlife.com existirá a resposta... ainda que nunca tenha jogado, não me parece que seja à toa que o slogan seja Second Life: Your World. Yout Imagination.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Post polémico – eu avisei...

Quando tenho muito para escrever, dá-se-me um nó na cabeça, atrapalho-me toda e apetece-me escrever sobre outra coisa qualquer. Sobre o medo, por exemplo. Mas isso ficará para uma outra altura. É que desta, até quero introduzir um momento de publicidade e tudo.


Jantar número 1

Fui ao jantar de bloggers/bloguistas/blogueiros (riscar o que não interessa) na sexta-feira passada, organizado pela Anocas que, no seu modo organizado, deixa a lista dos participantes com os respectivos links lá no seu cantinho (mental note: quando for grande, quero ser como ela). A desculpa oficial foi a vinda da Babe à capital. Na prática, o pessoal quis aproveitar o calor para se reunir e pronto! E acho muito bem.

Ainda bem que fui. É sempre agradável discutir temas controversos ao vivo e a cores; e ver que o pessoal não se coíbe de opinar sobre como é que uma mulher muda simula um orgasmo, ou como é que se percebe que um preto tem um olho negro (pronto, é oficial: agora é que assinei o meu atestado de óbito). Bom, já que acabei de me desgraçar por estar a publicar parte da temática, fica aqui um outro ponto que me anda a fazer passar as noites em claro: como raio serei capaz de notar que um chinês está com a febre amarela? Mas, ao que andei por aí a ler, outras pessoas debateram assuntos relacionados com toques rectais em vacas... o que quer dizer que o nível de insanidade terá sido relativamente bem distribuido ao longo da mesa... ou não!

Sou um pouco distraída, mas creio que terei finalmente encontrado a minha cara metade. Será um pouco complicado habituar-me ao facto da mesma ser, também ela, uma gaja...

Para além de algumas caras já conhecidas (o famoso fds de Mira...) tive a oportunidade de falar com personagens novas; entre outros, o Afgane - um perfeito caval(h)eiro -, a Cláudia - piada fininha e presença de espírito -, a Texuga e o Zero (qual é o blog, mesmo?) - perfeitos companheiros na noite lisboeta - e o Criptog, com quem descobri partilhar o gosto pela matemática.

(mudando intencionalmente de noite, mas mantendo o assunto: jantar do bloggers)

Jantar número 2

Já no sábado houve reunião das Cangalheiras do Apocalipse* (ainda que a Emigra estivesse apenas em pensamento...). Aproveito para mencionar que o Twister (Avenida Visconde de Valmor, 15-A, perto da Defensores de Chaves... em Lisboa) do simpático e excelente conversador A4 foi o sítio ideal para a tertúlia. Já agora, quem lá for e seja capaz de dizer ao A4 (descubram quem é o senhor, para não fazerem má figura, vá, que nada na vida é fácil... e o que é fácil raramente é apreciado...) os nomes das 4 Cangalheiras do Apocalipse (a saber: Emigra, Excomungada, Famosa e Letrada – NOTA: a Letrada está hoje de parabéns!!!!!! Duplamente...), terá direito a um café à borla, mediante consumo prévio de outros items (é favor não darem uma de mitrolas, vá!).

É que esse espaço é bem frequentado, encontram-se miúdos giros... e os miúdos giros são igualmente simpáticos... e conversadores... e o mundo é muito pequeno... e vai-se a ver e o miúdo giro (OK, era só um), para além de conhecer uma das cangalheiras, também tem o seu próprio espaço na net... e, por sinal, com muito sucesso.

(voltando às amizades de sempre... e para sempre)

Jantar número 3

E, como não apenas de internet se vive (mas de comida sim), já que estou para aqui a mencionar jantares atrás de jantares (mental note: mudar o nome do blog para algo relacionado com culinária, começa a ser mais adequado), para terminar em beleza... o típico jantar de domingo (que, às vezes é ao sábado, outras é à sexta; somos flexíveis e é quando as agendas o permitem...). Gaja, estou orgulhosa de ti! E dizias tu que eu iria achar que estaríamos a celebrar uma ninharia. E um par de estalos, vai? Não, mas a garrafa de vinho italiano foi bem empregue, ai foi, foi!

* - Gosto delas, pá! Gosto mesmo, que posso fazer? Foi empatia à primeira vista. Cada vez que nos encontramos, o difícil é separarmo-nos novamente. A Excomungada bem tem razão quando diz que as nossas conversas fazem lembrar uma árvore, mas ela que explique isso... que tem mais jeito do que eu... e a Emigra que volte depressa... e o Vigário também já aparecia...