Sim, o amor é vão
É certo e sabido
Mas então (Porque não)
Porque sopra ao ouvido
O sopro do coração
Se o amor é vão
Mera dor mero gozo
Sorvedouro caprichoso
No sopro do coração
No sopro do coração
Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do
Corpo no turbilhão
Sopra doido
E o que foi do
Corpo alado
Nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas
Raras
Corto em dois limão
Chego o ouvido
Ao frescor
Ao barulho
À acidez do mergulho
No sangue do coração
Pulsar em vão
É bem dele É bem isso
E apesar disso eriça a pele
O sopro do coração
O sopro do coração
Mas nisto o vento sopra doido
E o que foi do
Corpo no turbilhão
Sopra doido
E o que foi do
Corpo alado
Nas asas do turbilhão
Nisto já nem de ar precisas
Só meras brisas
Raras
Letra de Sérgio Godinho
Ainda assim, falta qualquer coisa... ao poema. Contudo, confesso a minha total falta de jeito para a poesia, eu é mais bolos. Na prática, prefiro fazer o que gosto que, não curiosamente, é no que sou melhor. Chamemos-lhe especialização*. Ainda assim, como hoje é o Dia da Poesia... pronto, cá fica. E, convenhamos, até fica bem.
Feliz Primavera!
*Até tenho um acordo com a Santa Teresinha (não sei quem foi, mas sei que houve uma; por acaso até gosto mais de Ana Rita, mas isso não seria nome de santa de jeito): nem eu faço milagres, nem ela diz/escreve parvoíces. Estou a precisar de cafeína...
