quinta-feira, abril 05, 2007

E viva a liberdade de expressão!

Pois que, no outro dia, ao acrescentar mais uns nomes na listinha de escritores de renome (aqui ao lado direito), deparei-me com um problema: e quando o blog que menciono é da autoria de 9 personagens? Considerando que o critério que utilizo é o do nome de guerra, tive um ligeiro problema, pois o espaço é limitado. Daí ter colocado Loretta e Companhia para referir O Período. É verdade que não fica lá muito bem estar, de alguma forma, a dar o protagonismo (ainda que sem intenção) apenas a uma parte, quando é o todo que conta.

Desta forma, e como passar a batata quente não resultou (não, Loretta, o “Benfica joga hoje em casa” não entra neste estaminé, e trocadilhos com o FCP (leia-se FêQuêPê) não iriam resultar), resta-me trocar para... Os Cíclicos. É no que dá as nossas musas irem de férias juntas, o sindicato das mesmas anda com demasiado poder reivindicativo... há que travar esta gente, senão não sei onde é que isto irá parar.

Um dia destes ainda dou por mim a escrever posts sérios e com sentido do início ao fim; sim, porque aqueles com menos piada não sou eu, é a minha costeleta séria a falar.

E como este espaço é mais ou menos democrático (atente-se no facto do mais ou menos estar sublinhado, pois na minha casa, no fundo, mando eu), quem está mencionado aqui ao lado e quiser ver o seu nome alterado, faxavôr de avisar, mas mande sugestões a acompanhar, ok?

Mas não era sobre isto que queria escrever hoje...

quarta-feira, abril 04, 2007

Anúncios – I

Uma vez que sou criteriosamente desorganizada e este blog tanto tem de comédias, como de tragédias, curtas-metragens (note to self: já era altura de colocar labels nesta treta! OK, vai para o saco onde se encontra a entrega do IRS e a renovação do BI) e outros que tal, após criar a rubrica pequenas e grandes pérolas, na qual escrevo o que bem me apetece, independentemente do sentido que possa fazer (e que ninguém tente compreender-me, aviso já que é uma estrada sem retorno)… ai que a frase já está comprida…

OK, vamos lá de novo: vou aproveitar para deixar um ou outro anúncio volta e meia, isto é, quando bem me apetecer… e se justificar.

Então temos:

A santa (ainda não lhe arranjei outro nome, todos os que me vêm à cabeça não são lá muito abonatórios) continua a sair-se pior do que a encomenda. Verdade seja dita, a senhora é de hábitos: vez sim vez não, ela lá tira o lixo do caixote da casa de banho; qual casa de banho, quarto de banho, faz favor, que eu sou do Norte e não renego as minhas origens (nem posso, com esta pronúncia, só os surdos é que não topam). Esta foi a vez não; o que até faz todo o sentido, já que na semana passada foi vez sim. Quer dizer, faz todo o sentido… para ela!

Tudo bem que este é o Ano do Porco, mas eu até sou do Ano do Dragão (e não é só a data) e, sei lá, preferia não viver num chiqueiro! Tá bem que a casa até está limpa, mas poderia estar melhor.

Assim sendo, Lady..Di, vê lá se arranjas o contacto da tal senhora ucraniana, que esta santa (na falta de outro nome mais adequado) está aqui está a ir de vela. Até já limpei os patins…

Mais vale um não na altura do que um talvez que dura uma eternidade

Esta é a minha contra-proposta para o provérbio “Mais vale um sim tardio do que um não vazio”. É que esse faz-me lembrar a expressão não ata nem desata¸ ou seja, nem caga, nem sai da moita, que é como quem diz: nem f$#%, nem sai de cima!

Quer dizer, anda uma gaja a ser assediada com promessas de fins-de-semana em grande, coordena a sua preenchida agenda, e depois metade das companheiras fica doente? Ó pá, assim deixam-me preocupada! Estas meninas não se deixam ir abaixo assim por dá cá aquela palha! Desta vez parece ser grave.

Bom, a ver se as febres e afins melhoram e a coisa ainda se resolve. Porque já diz o puboum: no princípio ou no fim, costuma Abril a ser ruim. Resta-lhes a esperança de apanhar apenas o início. E que o fim seja em grande. As melhoras!

terça-feira, abril 03, 2007

Até um dia

Ainda bem que tenho o coração na boca e digo o que me apetece, desde que valha a pena.
Felizmente que ando por aí a distribuir beijos e abraços a quem realmente gosto.
Porque nunca se sabe quando se vê alguém pela última vez.

Fica a recordação do último abraço, sentido, forte e do convite para almoçar.

Ainda bem que lhe disse “gosto muito de si”!
Felizmente que lhe dei dois beijos grandes!
Porque a próxima vez... espero eu que seja daqui a muito, muito tempo.

segunda-feira, abril 02, 2007

Pequenas e grandes pérolas – II

O casamento – esse acontecimento que tem muito que se lhe diga, sobretudo se decorrer na província.
Fico-me pelas principais pérolas.

Pequenas pérolas

  1. A entrada na igreja – a noiva de braço dado com o pai, ambos nervosos até mais não poder. Chegam ao altar, beijam-se, e o pai tem de ser avisado que faltava felicitar o noivo. Ai os nervos!!! E mais não vi, que entrei na capela para ver a noiva entrar; ora, sabendo que ia ser sermão e missa cantada, coisa para hora e meia, e com tanta gente que não conseguia entrar, decidimos dar uma de altruístas e ceder os nossos lugares, passando directamente ao café mais próximo pôr a letra em dia.
  2. A sessão de fotos – hoje em dia, os noivos tiram uma foto com a família, outra com os padrinhos, uma com as senhoras e outra com os senhores. Punto, basta! Aqui não, fila de duas horas, uma infinidade de fotos. Os desgraçados dos noivos ficaram com uma paralisia facial de tanto terem de sorrir para a lente.
  3. As sanefas ambulantes! Era cada vestido...
  4. As mesas – ora então, para 250 pessoas, tudo bem arranjado, com todos os copos, pratos, talheres, guardanapos... e o famoso palito, colocado estrategicamente ao lado da colher de sobremesa. Discreto, mas estava lá.
  5. As garrafas vinham para a mesa, ao jeito de self-service. A salada também. Ainda mordi os lábios para não pedir a conta e uma facturinha...
  6. Conjunto musical, ele cantava bem, ela tinha uma rica voz para escrever à máquina. Diga-se em abono da verdade que até se aguentaram heroicamente e que o reportório era vasto. O que não fazia sentido era a volume do som ser tão alto nem o pessoal ter de bater palmas cada vez que acabava uma música (ainda durante a refeição). Afinal de contas, não estávamos no casino.
  7. O bailarico – o pessoal sabe dançar música de baile, ai sabem, sabem! Então o irmão da noiva, sim senhor (o meu priminho entrou directamente para o TOP 10 dos meus pares de dança favoritos)! Como sempre acontece nestas festas, quem não tem cão, caça com gato, e vi belos pares de senhoras já entradotas a dançar a valsa, o tango francês, as rumbas e afins. Confesso que também eu cedi à tentação... para dançar com a minha mana linda, com quem acertaria sempre, pois dançamos exactamente da mesma forma, isto deve ser de família (nota: dessa vez não fomos para a pista, fomos mais discretas).
  8. O típico “então e tu, quando casas?”. Trigo limpo, farinha amparo, que é como quem diz, chuva em Novembro... Natal em Dezembro.

Grandes pérolas

  1. A alegria de poder reunir com a família. A felicidade do meu avô por poder encontrar-se com as duas manas que ainda se encontram entre nós! O sentimento de união que reinou naquela festa é indescritível. Adoro a minha família materna! Gente pura, humilde, simpática, honesta, sempre pronta a ajudar. Enfim, uma cambada de bem-dispostos!
  2. A bebedeira de metade do pessoal. Tive de puxar dos galões de prima mais velha da minha geração e arrancar um primito 10 anos mais novo das garras de 3 ou 4 tipos que eu não conheço de lado nenhum, que estavam a ver se o embebedavam ainda mais. Ainda mandaram uma boca quando perceberam que o estava a tirar de lá, mas levaram com um “este senhôre bem cumigo agora e aie de quem tentar bir atrás, queu sou prima dele e num tou pra me chatear, carago!” (tenho tendência para acentuar a pronúncia quando preciso de meter o pessoal na linha).
  3. O rei do baile: o meu avô! Era vê-lo a dançar com as netas, as filhas, a esposa, as sobrinhas, as sobrinhas-netas, a noiva, a afilhada, as cunhadas, acho que ninguém da família escapou.
  4. Acho que estes primos irão entrar pela madeira adentro novamente dentro de pouco tempo. É que a namorada do irmão da noiva apanhou o ramo...

ADORO CASAMENTOS!!!