segunda-feira, abril 30, 2007

Os sentimentos por nós próprios… ou a falta deles

Numa cidade onde tudo é fácil, a noite é muito longa e as caras (as opções?) se confundem à medida que o álcool continua a entrar, por gosto para uns, para esquecer para outros.

Numa tarde que começa com duas pessoas, a que se juntam outras quatro;
faz-se o rali das tascas, confundindo o jantar com tapas e bebidas; chegam mais dois e depois mais três. Encontra-se quem não se espera e desencontra-se quem quer ir embora.

Numa noite em que se pensa que por pagar um copo se consegue alguém.

Numa madrugada em que nem todas as ideias (e pessoas) estão no sítio onde deveriam estar ou vão para onde devem ir.

Numa manhã que deve ter um sabor amargo por nem se saber o nome de quem se levou para casa, mesmo depois de se ter percebido que não era por aí que se queria ir.

Mas a solidão deve ter destas coisas. Solidão ou vingança?

Seria tarde demais?

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Madrid tem o fuso horário que deve ter. O Sol põe-se tarde e as ruas vibram com as pessoas até que nasça um novo dia. Todos os dias.
Existe um clima de facilidade, todos falam com todos, certas zonas estão
cheias, e entra-se para comer esta tapa a acompanhar este copo, pois é neste bar que é melhor. Na tasca seguinte, a especialidade é outra. E assim as vamos percorrendo, com a sorte de termos encontrado os verdadeiros especialistas que nos guiaram naquele labirinto de comes, bebes e gentes.

De repente, já somos muitos e todos com vontade de ir dançar. E aqui, a vontade é soberana. O jogo começa e todos colocamos as cartas na mesa pois, tudo se faz às claras, sem falsos moralismos. Queres? Então pede!

Para mim, há dois tipos de jogo: aquele que se faz quando se está bem mas se poderá estar melhor; e o em que se aposta até a dignidade para conseguir dois minutos de fraco proveito porque a necessidade de atenção ou a sede de vingança falam mais alto.

Dei as cartas no primeiro e assisti de camarote ao segundo.

Voltei para casa cansada por ter dançado até mais não com um dos melhores
pares de todos os tempos, que percebeu desde o início que eu apenas buscava o prazer da dança. Observei, gostei, disse “mexes-te bem, gostava de dançar contigo, apenas isso, queres?”. A linguagem corporal estava alinhada com a mensagem que passei e fui totalmente entendida. E durante mais de três horas desfrutei da companhia de alguém que se revelou espantosamente interessante, culto, inteligente, viajado, seguro. Deixei-o ir inúmeras vezes e ele voltou sempre. Pedi pouco e tive muito mais do que esperava.


Vi quem acabasse a noite com alguém que foi a segunda ou terceira escolha e que, por sua vez, optou pela mesma técnica. Tenta-se o(a) primeiro(a); se não funciona, roda-se para o(a) seguinte e por aí fora, até que os calibres se ajustam e finalmente se encontram. É verdadeiramente triste!

Não sou uma moralista. Simplesmente custa-me ver que alguém, para se vingar/ultrapassar/colmatar de uma relação que tem/não tem/queria ter mais, cai nos braços de seja quem for, pois se não é este será aquele, desde que seja… quem quer que seja.

Agarrou-se para se certificar que este não iria escapar. Pediu muito. No final, o que obteve?

Não gosto deste sentimento, mas confesso que senti pena. Pelos dois.

sexta-feira, abril 27, 2007

Onde está o Wally?*

Sexta-feira!!!! Que bom!!! E não, ainda não é altura para dizer "ou não".

Começo a ver um padrão nos meus fins-de-semana:
- há 15 dias, fui a... Milão
- no fds passado fui a... Mira
- hoje vou a... Madrid!

Agora façam o favor de aguentar bem esses dedinhos e resistir à tentação demasiado fácil de deixar algum comentário a mencionar que no próximo irei onde provavelmente estarão a imaginar**. Até porque seria à e não a (se tiverem dúvidas, perguntem à Edite Estrela, que essa senhora sabe tudo sobre português, até deve conhecer formas ainda mais subtis de insultar gajos que tentam impingir apartamentos).

E para acalmar a inveja (esse sentimento que é muito feio, já dizia o Boss AC, o manda-chuva, Yo!)... está a chover lá! Mas isso não interessa nada!

Bom fds!!!


* Não confundam com o procurar-me nas fotos do fds de Mira, pois a minha cara não aparece lá...
** OK, possuo um certo espírito de antecipação... mas há melhor do que eu! Ou não.. (cá está, fatal como o destino!)

quinta-feira, abril 26, 2007

Consegui!!!!!!

Teresa, és a maior!!!!

Tu estás sempre lá, quando preciso de músicas para animar festas, mais vídeos com imensa piada, ajuda online (és o meu helpdesk favorito)! As coisas que eu aprendo contigo, sim senhora!

Um beijo enorme e muito, muito obrigada!

OK, agora já tenho o vídeo a acompanhar a letra do post abaixo. Um dia destes, começo a escrever posts de jeito... ou não!

quarta-feira, abril 25, 2007

A música que não me sai da cabeça - Grace Kelly (Mika)

Notinha: queria colocar o puto do video, mas os meus conhecimentos desta tanga ainda não chegaram a tanto; fica o link: http://www.youtube.com/watch?v=uzA0nG_PurQ

É do melhor!

E o trabalho que tive para saber qual era? Ah pois!

Agora a letra... chiça, o mocito estava um bocadinho desesperado. Senão, vejamos:

Do I attract you? (meu amigo, 90% da comunicação é não-verbal, se não consegues ler nas entrelinhas... tás f#$%$#)
Do I repulse you with my queasy smile? (tenta antes o 33, o 15 - de enjoado - já era)
Am I too dirty? (quando foi a última vez que limpaste as remelas dos olhinhos e o sarro atrás das orelhas?)
Am I too flirty? (se calhar... não... a avaliar pelo sorriso que dizes ter...)
Do I like what you like? (gostas ou finges gostar?)

I could be wholesome (conselho do dia: não vás por aí, o gajedo não curte santinhos)
I could be loathsome (por aí também não me parece; chiça pá, tu és de extremos!)
I guess Im a little bit shy (não me digas que és daqueles que só consegue fazê-lo com as luzes apagadas...)
Why dont you like me? (então, depois de tudo isto, ainda perguntas?)
Why dont you like me without making me try? (não te incomodes...)

I try to be like Grace Kelly (ainda por cima és mal resolvido!)
But all her looks were too sad (pudera!, se tivesses parido uma gaja como a Stefanie, não terias muitos motivos para sorrir. É que, pior que essa, só mesmo a Elsa Raposo)
So I try a little Freddie (Krueger? Céus!!!)
Ive gone identity mad! (Jura! Ainda não tinha dado conta...)

I could be brown
I could be blue
I could be violet sky (desculpa, arco-iris, não te estava a reconhecer!)
I could be hurtful (se te deixasse! Deves pensar que isto é a casa da Mãe Joana!)
I could be purple (e ele a dar-lhe...)
I could be anything you like (então olha, já que estás aí todo solícito, podes limpar a casa e passar a roupa a ferro, que eu estou a pensar trocar de empregada)
Gotta be green (só se for de inveja!)
Gotta be mean (não insistas, pá!)
Gotta be everything more (deixa lá isso... môre)
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door! (Agora é que me lixaste!)

Fiquei sem argumentos!

terça-feira, abril 24, 2007

Pequenas e grandes pérolas – IV

Aviso à navegação: se vieram aqui para ver qualquer coisa sobre o fds em Mira, é no post abaixo, que a je já avançou para outros filmes. Afinal de contas, a minha vida É um festival de cinema.
Ah, e se leram noutro blog qualquer que eu danço bem, sou engraçada e divertida, aviso já que é tudo mentira! Os restantes bloguistas de serviço foram muuuuuuito bem enganados!

(tenho de perder a mania de fazer apartes, introduções e notas para mim mesma… como esta!)


Eu gosto que não me aborreçam muito. Quer dizer, gosto que não me aborreçam, ponto. Se quero alguma coisa, ou ela flui, ou, se valer a pena, até mexo o cú e vou atrás. Agora, não me venham assediar com tretas que eu não pedi!

Tudo isto porque andei, há uns tempos atrás, à procura de casa. Depois, achei por bem esperar mais um pouco, falei com o comercial que estava a tomar conta do meu caso (não aceito piadinhas de baixo nível sobre esta expressão), e o processo ficou em águas de bacalhau.

Na quinta-feira passada, liga-me um caramelo (e fico por esta expressão) da mesma imobiliária a dizer que encontrou o apartamento que eu ando à procura. Mas como seria possível, se eu não ando à procura?

Não adiantou explicar-lhe que não é a altura certa. Lá aceitei visitá-lo ontem ao fim da tarde. Então temos:


Pequeníssimas pérolas horrorosas vindas de ostras de viveiro de águas paradas e com demasiados limos:

1- O tipo liga-me ontem de manhã a confirmar a visita. Eu quis cancelar, mas o gajo foi agressivo (não, não foi assertivo, foi agressivo, mesmo – mana, já sei a diferença, explico-te este fds). Diz-me que o proprietário cancelou outros compromissos para que eu pudesse ver o dito. Por educação para com esse senhor, lá confirmei.
2- O estafermo do comercial (olha, afinal consegui outra expressão relativamente suave) tem uns olhos de carneiro mal morto, como eu nunca vi; um tom de voz que detestei; e uma espécie de arrogância, que aquilo foi precisamente o oposto do amor à primeira vista
3- Tem a distinta lata de me dizer que íamos ver dois apartamentos e não um. Aí, tive de meter um travão, pois o camelo (outra!) não pode dispor assim do meu tempo. Disse-lhe quando tinha de ir embora e a coisa ficou por ali.
4- O proprietário do primeiro apartamento era… seu amigo de infância. Ou seja, o estupor (ainda outra) estava a tentar levar-me a ver, não a casa que inicialmente tinha falado, mas sim outra, para ajudar o amiguinho.
5- No carro: juro que o palerma (mais uma) cheirava a álcool. Isto dava uma segurança brutal, considerando que eu ia… no lugar do morto! Tem a ideia peregrina de mudar para a rádio Orbital (shake o tempo todo, aí uns 15 decibeis acima do desejável). Pergunta-me em que trabalho e leva respostas secas (não há cá cunfias!) e ainda me pergunta se não lhe quero vender nada. A esta altura, já estava quase a saltar porta fora, com o bólide em andamento.
6- Na visita que se supunha relâmpago ao segundo apartamento (o tal), o pulha (ya, ainda é o mesmo gajo) mostra-me: o parque infantil (eu não tenho filhos!!!, mas hei-de querer), as piscinas; entretanto faz uma chamada, continua a mostrar-me o espaço, invade o ginásio, pergunta a um senhor onde está a chave da sala comum (atente-se no facto de eu ir apenas ver o apartamento), responde-lhe mal (sim, também foi mal-educado), continua ao telemóvel… e eu a perder a paciência… moral da história: não vi o apartamento, disse ao estúpido (pois…) que tinha outros compromissos e viemos embora.
7- No meio disto, ainda fala aos berros, de longe com o porteiro. A pergunta seria: e quanto é que se paga de condomínio, mesmo? €120 por mês!!! Está parvo (é mais forte do que eu), ou quê?
8- Começa a chamar-me Débora. Quem é essa gaja?

Não estou segura de ter sido clara quando disse ao cromo (não resisti) que EU lhe ligava mais lá para fins de Junho (é lógico que NUNCA irá receber uma chamada minha), pois perguntou-me se me podia ligar ele para vermos mais casas, já que termina dizendo “já sei qual é a casa dos seus sonhos!”.

Mentecapto, é isso!